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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Produtividade do trabalho a chave para criar valor acrescentado em Portugal

A produtividade em Portugal encontra-se a cerca de 60% do valor médio da União Europeia e metade do valor dos EUA.

O que podemos melhorar dentro do nosso horário de trabalho para produzirmos mais e construirmos um Portugal desenvolvido?

Tenho uma pessoa amiga que foi empresária durante várias dezenas de anos, por vicissitudes de mercado o seu negócio tornou-se obsoleto e foi obrigada a tornar-se trabalhador por conta d'outrém. Os seus colegas de trabalho têm dificuldades em perceber a sua atitude enquanto trabalhadora porque faz menos pausas para café e aproveita todo tempo disponível dentro do seu horário de trabalho, além disso, quando tem o seu trabalho atrasado faz um esforço adicional para recuperar, faz ponto de honra, em ter em dia e dentro dos prazos estabelecidos, o que lhe está atribuído. Os seus colegas fazem pressão psicológica para que se "integre no rebanho". Infelizmente, em média, no mundo do trabalho faz-se um nivelamento por baixo, tentando "abater" aqueles que querem progredir e pretendem diferenciarem-se por serem o mais produtivo que lhes seja possível, cumprindo e ultrapassando os objetivos traçados, aqueles que estão ao alcance das suas competências, fazem um esforço adicional para ganhar conhecimentos e irem para além deles.

Por outro lado, os empresários também a sua quota parte de responsabilidade porque não conseguem criar métodos que promovam o incremento da produtividade do fator trabalho, a avaliação pelos resultados, o pagamento de incentivos pelo mérito, práticas estas  que motivem as equipas e cada um dos seus membros.

Nas agriculturas de Portugal, noto na maioria das explorações agrícolas há deficiente gestão de pessoal, pouco foco no registo e controlo dos resultados, pouca preocupação, há medida que o tempo passa, do próprio empresário em competir consigo próprio, em cada ano agrícola ter o foco de ultrapassar os resultados obtidos pelas suas equipas nos anos anteriores. Se não há foco nos resultados e na rentabilidade, como pode haver melhorias, como pode ser incrementado o valor acrescentado do negócio e remunerar melhor a mão de obra?

Defendo que se devem motivar os empresários agrícolas para gerirem melhor as suas explorações, seja por estímulos externos, seja por automotivação, há muito a fazer e muitas dessas coisas estão ao alcance do empresário. Ele só precisa de acreditar, planear e trabalhar. O incremento da produtividade do trabalho é uma das vias para melhorar a rentabilidade nas explorações agrícolas 


Achas que na lógica do pdr2020 um terreno com tão pequenas dimensões é passível de ser apoiado?

Boa tarde José, 

Antes de mais nada é um prazer ler o seu blogue é obrigado por todo o apoio que tem dado a tantos

Esta pergunta podia ter sido colocado lá caso eu tivesse conseguido sei que não gosta de anônimos mas não é este o caso, podendo replicar a pergunta no blogue se considerar que pode ajudar outros

Tenho uma ideia para um projeto agrícola que consiste numa produção de multi culturas para vender em forma de cabazes diretamente ao consumidor final.

As minhas questões são as seguinte estou a ter dificuldades a arranjar um terreno de 1 ou 2 hectares mas sou dono de um terreno de 0,35ha. Achas que na lógica do pdr2020 um terreno com tão pequenas dimensões é passível de ser apoiado?

Infelizmente o prémio de instalação é vital para conseguir pôr a minha ideia em prática 

Muito muito obrigado pela ajuda


Comentários:
1. Na minha opinião deve continuar a procurar parcelas de terrenos agrícolas que lhe permitam constituir uma exploração agrícola com alguma dimensão (pelo menos 5 hectares) porque presumo que irá constituir os cabazes com produtos hortofrutícolas.  

2. É difícil arrendar terrenos agrícolas, mas com trabalho de procura, passar da mensagem que precisa de terra agrícola, fazendo-o de forma sistemática para todos os amigos, familiares e conhecidos, tenho a certeza que passados 6 meses a 1 ano irá conseguir o seu objetivo.

3. Procure os terrenos disponíveis na Bolsa Nacional de Terras (há indicação dos prédios por distrito).

4. Elabore com rigor um plano de negócio sumário para a actividade que pretende abraçar (há na internet diversos modelos que pode utilizar para este efeito) pois desta forma pode parametrizar melhor o caminho que deve percorrer e as necessidades financeiras que terá de fazer face para chegar a empresário de sucesso.

5. Bons negócios!   


   

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Seguros agrícolas de colheita

Eng, José Martino, boa noite,

Li o seu artigo sobre os seguros agrícolas e fiquei com uma dúvida: Na sua opinião de especialista, O QUE DEVE FAZER O ESTADO PARA INCREMENTAR O NÚMERO DE AGRICULTORES QUE SUBSCREVEM SEGUROS AGRÍCOLAS DE COLHEITA?

Obrigado


Comentários:
1. Uma forma eficaz de o conseguir fazer seria consignar na legislação a obrigatoriedade de cada agricultor ter uma apólice de seguro agrícola de colheita, a qual seria um instrumento de compensação em caso de prejuízo, uma espécie de amortecedor da tesouraria em caso de calamidade pela actuação dos apoios públicos e noutra perspectiva levaria ao forte abaixamento do valor do prémio do seguro colocando-o em linha com a margem gerada pela maioria das actividades agrícolas. Claro que esta imposição seria uma obrigação equivalente ao seguro automóvel, o superior interesse público gerado, na minha opinião, ultrapassa a liberdade contratual de cada empresário agrícola pode decidir livremente se faz ou não seguro, fazendo com que o sistema de seguros seja sustentável com ganhos para todos. 

2. O sistema actual em vigor só tem interesse para quem tem probabilidade anual ou bianual de sinistros. Para a maioria dos empresários agrícolas só há interesse fazer seguro agrícola de colheita naqueles casos em que o dinheiro público intervém, quer nos apoios diretos às companhias de seguros, quer nos apoios através das organizações de produtores. 

3. Uma outra alternativa ao sistema actual de seguros seria permitir que as seguradoras tivessem uma intervenção transnacional dando incremento de dimensão ao mercado nacional de seguros, isto é, ter apólices de seguros que funcionam da mesma forma em vários países.

4. Na minha opinião, o estado actual de funcionamento do sistema de seguros agrícolas de colheita não serve os interesses dos agricultores, das regiões e de Portugal porque não traz soluções para os agricultores. É preciso fazer uma intervenção política que torne eficaz o funcionamento do sistema agora que as alterações climáticas se fazem sentir de forma efectiva através de novos fenómenos e sinistros, os quais vieram para ficar para as próximas décadas. É preciso soluções! É preciso por o sistema de seguros agrícolas de colheita a funcionar em prol dos agricultores!  

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Pistácio

Boa noite Eng. José Martino,

Tenho acompanhado o seu blog e despertou-me um interesse particular a cultura de frutos secos, nomeadamente o pistácio na zona do Sabugal.

Gostaria de iniciar uma plantação inicial para 2 ou 3 hectares no entanto tenho uma série de duvidas que espero que me possa ajudar.

1. Nesta zona não tenho conhecimento de qualquer árvore de pistácio, pelo que não tenho a certeza que possa vir a ter sucesso com a plantação.

2. Sei que existem várias espécies de árvores, qual é que será a mais adequada para esta região?

3. Existe algum tipo de subsidio para a plantação?

4. Existem entidades de acompanhamento durante as fases de evolução do produto?


Fico a aguardar as suas respostas...

Com os melhores cumprimentos,

Comentários:
1. O concelho de Sabugal do ponto de vista climático em geral, tem aptidão para a cultura do pistácio. No entanto, deve ser analisado caso a caso, terreno a terreno tendo em conta eventuais microclimas, exposição solar, inclinação do terreno, etc.

2. Os solos devem ser muito bem drenados.

3. As variedades devem ser escolhidas por proposta de um especialista tendo em conta as características do seu terreno.

4. Existem apoios públicos ao investimento que podem variar em função de ser jovem agricultor (18 a 40 anos de idade) ou não, em média conte com subsídio de 40% do investimento elegível.

5. A consultora Espaço Visual pode ajudá-lo (contacte a Eng. Sónia Moreira 917 075 852).    

Quem ajuda através deste blogue?

Reparei que em 2011 tinha um blog e ajudava jovens agricultores quanto a duvidas de projectos de investimento, gostaria de saber se ainda o faz ou se foi só em 2011
Obrigado.

Comentários:
1. Continuo a ajudar jovens agricultores, bem como todos aqueles que têm interesse pela agricultura que me colocam questões nos comentários deste blogue, email e mensagens de facebook, que se identifiquem com endereço de email e telemóvel, através de respostas neste blogue.

2. As ajudas que dou através deste blogue são um trabalho voluntário, pro bono, serviço público que faço como contributo para tornar Portugal e as suas agriculturas, mais desenvolvidos, porque acredito que a partilha de experiências e conhecimento transversais a toda a sociedade, faz parte da estratégia de tornar Portugal um país rico e desenvolvido (defendo que Portugal seria um país mais desenvolvido se todos os estudos, planos,etc, financiados com fundos públicos estivessem publicados num portal/plataforma).    

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Vale a pena inovar através de novos produtos?

Engenheiro Martino,

Uma pergunta fora do contexto provavelmente.... Sobre a caprinicultura e produção de ovinos igualmente existe algum esforço notável em Portugal em tornar circular a matéria prima que é o próprio animal. Isto é algum esforço concentrado nas espécies autóctones de carne em especial para que por exemplo o sub produto que é a pele seja aproveitado como ativo na própria região de produção? Em resumo, alguma gestão integrada que promova o recurso carne/leite mas também o subproduto que é a pele/couro. Lembro-me por exemplo da cabra algarvia com aptidão mista, mas que até ao momento não conheço nenhum projeto de valorização da pele seja em moda e vestuário, decoração etc. É uma fragilidade do nosso sistema ou é uma informação que eu desconheça por não estar no meio?

Um abraço

Comentários:
1. A inovação tem dificuldade de penetrar nas agriculturas de Portugal, seja nos métodos, seja nos produtos.

2. Creio que é uma fragilidade do nosso sistema a limitação do baixo valor acrescentado obtido nas produções principais, bem como nos subprodutos. Falta-nos foco e eficácia na comercialização, seja na oferta adequada de cada um dos mercados onde se oferecem os produtos, seja pelas características técnicas dos produtos e respectivas embalagens, seja pelas quantidades disponibilizadas, seja pelo preço. Estas limitações na agro industria decorrem das respectivas deficiências na produção, produções com características técnicas e de qualidade não adequados ao mercado, produção em quantidade insuficiente para fazer face à procura dos mercados ou preços de produção muito elevados por deficiente planeamento e gestão.

3. À medida que ocorre com sucesso a integração entre os elos da fileira pecuária, há valorização e rentabilidade das produções é mais provável que os subprodutos venham a ser valorizados por desenvolvimento das respectivas fileiras.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Crédito bancário de apoio ao investimento agrícola e à tesouraria das empresas agrícolas

Tenho prestado serviços de consultoria a alguns empresários agrícolas que necessitam de apoio na obtenção de financiamento junto dos bancos para os seus projetos agrícolas sobretudo na fase de investimento.

Verifico que os bancos estão muito focados na antecipação das ajudas publicas de apoio ao investimento no âmbito do PDR2020, risco de operação perto de zero, porque quando o dinheiro das ajudas chega à conta bancaria do promotor o banco retira automaticamente os capitais que emprestou.

Por outro lado, enquanto o promotor não tiver a sua candidatura aprovada praticamente não consegue apoio bancário mesmo que tenha a estrutura de capitais próprios adequados porque os principais bancos a operar em Portugal preferem financiar crédito à habitação, crédito ao consumo ou crédito automóvel em lugar de negócios de startups que geram riqueza corpórea na agricultura ou industria. Quando consegue a aprovação do projeto, o jovem agricultor verifica que há maior abertura por parte dos bancos para financiar, embora em média, fazem nestes casos condições mais caras que os créditos mais usuais identificados neste parágrafo.

Na minha opinião, todos deveríamos aprender com o passado e por isso, seria recomendável limitaro crédito ao consumo, automóvel e habitação, havendo um maior estudo e conhecimento por parte dos bancos das atividades agrícolas, dos seus mercados, das suas exportações, dos seus players, do potencial de rentabilidade para as principais explorações vegetais, agrícolas ou florestais, bem como pecuária, tendo como objetivo estarem por dentro destas fileiras e fazer com que os bancarios estejam devidamente identificados com os seus pormenores, não tendo medo e receio de os financiar, em condições de risco semelhante aos outros tipos de crédito.

Cada vez faz mais sentido linhas de crédito bancário de longo prazo (acima de 10 anos, sendo desejável operações com duração entre os 15 e os 20 anos, havendo 3 a 5 anos de carência de amortização de capital) para financiar os investimentos agrícolas como alternativa ou complemento às ajudas públicas atribuídas através do PDR2020. Muitas destas operações poderiam ser garantidas pelo património imobiliário da habitação do promotor, fazendo-se a operação de  crédito nos mesmos moldes do crédito à habitação: garantia real do imóvel e a prestação mensal sendo uma parte do rendimento do trabalho do agregado familiar e/ou recorrendo às contragarantias prestadas pelo sistema de garantia mútua.

Nesta altura, em que há um montante de candidaturas cujo valor total em incentivo não reembolsável é sete vezes superior ao montante de apoios que o Estado tem disponível para atribuir, um sistema alternativo de tramitação simples através do crédito bancário seria muito importante para manter os níveis de investimento e a motivação no setor.     
 

Banco Público de Terras

Defendo a criação de um banco público de terras, descentralizado nas direções regionais de agricultura ou nas comunidades intermunicipais (CIM) ou autarquias  no qual proprietário coloca de forma voluntária nessa Instituição o seu capital fundiário, a terra agrícola ou florestal, recebendo um juro que corresponde à renda da terra, valor este que é igual ou inferior ao valor da renda no  subarrendamento (este é feito mediante concurso público). 

O Estado Central ou  CIM ou autarquias garantem as rendas em caso de incumprimento pelo arrendatário e obrigam-se a entregar a terra, no fim do contrato de arrendamento, pelo menos, no mesmo estado patrimonial com que se iniciou o contrato.

A vantagem do banco público de terras é que contribuiria para a concentração da gestão das explorações agrícolas e florestais sem que fosse necessário haver mudança de proprietários porque o explorador que irá subarrendar terá que o fazer por conjunto de propriedades/parcelas que constituirão futuras explorações agrícolas ou florestais. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Conferência - A agricultura portuguesa na comunicação social e redes sociais nos últimos 10 anos


Para comemorar os dez anos deste blogue organizo a conferência denominada "A agricultura portuguesa na comunicação social e redes sociais nos últimos 10 anos" a qual, irá decorrer na Avenida Associação Comercial e Industrial de Gondomar, 290, Gondomar (Auditório da Espaço Visual) próximo dia 19 fevereiro, 18h00 às 20h00, onde serão conferencistas os seguintes jornalistas:
Dr. Manuel Carvalho - Público
Dr. Secundino Cunha - Correio da Manhã
Dra. Teresa Silveira - Agrovida/Vida Económica

Esta conferência será encerrada por Sua Excelência o Sr. Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Eng. Miguel Freitas, 20h.

Convido os leitores a estarem presentes, fazendo a inscrição gratuita e obrigatória em http://bit.ly/2siUpwb.

Esta conferência será transmitida em facebook live.
 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Apicultura

Sobre o mel faz uns dias comentava sobre esse assunto: visão e punho forte precisa-se! O grupo Maes Honey radicado em Salamanca é o principal exportador de mel espanhol. Numa notícia de 2016, afirma que o principal mercado de exportação é precisamente Portugal e Itália. Para entrar em solo português é necessário existirem compradores. O mel entra em formato de mel a granel e posteriormente é transformado em potes de mel de marca branca, como pode ser o caso do mel "marcas brancas dos hipermercados" onde quase ilegível se escreve "mistura de méis CE e não CE". É necessário educar o consumidor também.

Comentários:
1. O consumidor português médio procura adquirir mel com o preço mais baixo de prateleira o que certamente incentivará a procura no mercado internacional, de mel de muito baixo preço, independentemente da sua origem.

2. Concordo com o leitor que é preciso educar o consumidor para que adquira e valorize o mel certificado de DOP's e IGP's, sabendo ler e valorizar o que se encontra inscritos nos rótulos sobre a mistura de mel de várias proveniências internacionais, portanto que o consumidor saiba que não está a comprar mel de Portugal, mel de alta qualidade.

3. Falta na fileira apícola um associativismo forte, do século XXI, que congregue os vários players de cada elo da fileira, coloque à frente de todos os objetivos a defesa intransigentes dos superiores interesses sócios profissionais dos apicultores, fazendo-o através de plano de ação cujo orçamento base é suportado pelos apicultores associados.

4. Faltam organizações de produtores que tragam eficiência e eficácia à agro industria do mel e à sua comercialização, assim como assistência técnica organizada, constante e permanente ao longo do tempo.

5. É preciso que o Estado estabilize as ajudas aos apicultores através de um quadro de apoios de longo prazo (5 a 8 anos) e que pague atempadamente nas datas respetivas, as ajudas a que se comprometeu.

Para tentarmos obter apoios financeiros públicos aos investimentos na agricultura é necessário já ser agricultor?

Boa noite,
Muitos parabéns pelo seu blogue, interessante e muito esclarecedor. 
Tenho um terreno com cerca de 1,5 hectares e os meus filhos estão a pensar em fazer uma exploração agrícola e simultaneamente criação de animais.A nossa ocupação é noutra área. Para tentarmos apoios é necessário já ser agricultor? Obrigada 

Comentários:
1. Para receber apoios financeiros públicos ao investimento não é necessário ser agricultor, basta deter a titularidade de uma exploração agrícola (possuir contrato válido de comodato (cedência gratuita) ou contrato de arrendamento ou ser o proprietário), dar inicio de atividade agrícola nas finanças, inscrever a exploração no parcelário agrícola (base de dados do Ministério da Agricultura com fotografia aérea que identifica os prédios rústicos e o explorador dos mesmos) e apresentar uma candidatura que cumpra as condições de elegibilidade do promotor (titular que apresenta a candidatura, pessoa singular ou coletiva (empresa, cooperativa, etc.)). 

2. Para a superfície total de exploração que indica (1,5 ha de terreno) com criação de animais é preciso verificar se essa dimensão gera rentabilidade mínima ao investimento necessário. 

3. Como se trata de tema com pormenores muito especializados recomendo que marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)   

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O que pode e deve ser melhorado nas ajudas públicas à floresta?

Boa noite, 
Gostaria de lhe perguntar se tem informações sobre a não decisão das candidaturas à florestação de terras. Em 2016 (2 anos) apresentei uma candidatura a esta medida e ainda não houve decisão. 
É lamentável que os apoios à floresta não cheguem ao terreno. 
Depois todos se questionam o que leva ao abandono de terras ou ao fato de se optar por espécies como o eucalipto. A resposta é simples não existem incentivos à plantação de espécies autóctones. 
Obrigado

Comentários:
1. Não tenho informação privilegiada para lhe poder indicar quando serão despachadas candidaturas a fundos públicos de apoio ao investimento na floresta.

2. Na minha opinião são necessários mais 300 M€ de fundos financeiros públicos para apoio aos investimentos na floresta, montante este que na minha perspetiva, para a opinião pública, não é uma prioridade.

3. Há regiões de Portugal com aptidão para a cultura do eucalipto, onde esta atividade se deve desenvolver com ordenamento e dentro das regras legais existentes, pois cria riqueza para Portugal.

4. Nas fileiras flrestais ligadas ao mercado é preciso fazer com que as diversas florestais de produção de material lenhoso sejam rentáveis para o produtor, sendo necessário que o Estado exerça o seu poder legal de regulação dos mercados e a sua liderança na motivação para a integração das produções  nas fileiras de valor acrescentado.

5. Na floresta de prestação de serviço público é preciso criar modelos de ajudas públicas necessárias e suficientes às operações mais adequadas de manutenção e preservação


    

Mensagens deste tipo, não obrigado!

Precisa de dinheiro urgente? Nós podemos ajudar! Você está com problemas agora ou está com problemas? Desta forma, damos-lhe a oportunidade de desenvolver novos desenvolvimentos. Como uma pessoa rica, sinto-me obrigado a ajudar as pessoas que tentam dar-lhes uma chance. Todo mundo merece uma segunda chance e, uma vez que o governo falhar, eles terão que vir dos outros. Nenhuma quantia é demais para nós e a maturidade que determinamos por acordo mútuo. Sem surpresas, sem custos extras, mas apenas montantes acordados e nada mais. Não espere e comente nesta publicação. Insira o valor que deseja solicitar e entraremos em contato com todas as opções. Entre em contato connosco hoje em .... Precisa de dinheiro urgente? Nós podemos ajudar!

Comentários:
1. Sem comentários. Cada leitor tire as suas conclusões sobre os objetivos de quem escrever a mensagem que aqui publico. 

Características do solo para a cultura do Pistácio/Pistacho

Sou um apaixonado pelo pistacho. E soube há dias que em Miranda do Douro, cultiva-se p fruto verde. Soube que apresentou uma palestra sobre este tema. Tenho uns metros quadrados na Serra do Caramulo, gostava de saber que características o solo deverá ter para a sua plantação e respetivo sucesso.

Comentários:
1. O pistácio/pistacho necessita de solos muito bem drenados, pH à volta de 7.

2. Para o sucesso da cultura o solo tem de garantir que a água das chuvas desaparece rapidamente e que o solo tem teores normais em matéria orgânica, fósforo, potássio e magnésio, ao mesmo tempo possui teores elevados em cálcio. 

domingo, 28 de janeiro de 2018

O que me recomenda fazer com as minhas propriedades agrícolas e florestais?

Estive no dia da Apicave e tive o grato prazer de ouvir a sua brilhante exposição.
Sou natural de Vieira do Minho, sou licenciado em engenharia eletrotécnica, pela faculdade da universidade do Porto, .... e sou possuidor de algumas propriedades agrícolas, uma com 4 hectares e outra com 1,5 hectares, e ainda outras dispersas com áreas menores, bem como terrenos de monte uns com árvores outros com mato.
4 filhos, mas nenhum com vocação para a agricultura.
Considerando a sua experiência neste ramo, que conselho daria para me libertar dos encargos da limpeza  e outras tarefas que só me gastam dinheiro sem qualquer retorno.
Grato pela atenção dispensada

Comentários:
1. Agradeço as amáveis palavras sobre a minha intervenção no dia de ontem no evento  "IV DIA DA APICAVE".

2. Recomendo duas opções:
a) Exploração própria de kiwis ou mirtilos nas propriedades agrícolas caso tenham aptidão para estas culturas e pinheiro manso enxertado em pinheiro bravo, castanheiro, etc. para a opção florestal (tas opções concretas terão que ser validadas pela visita de um técnico)
b) Arrendamento das suas propriedades a quem tenha vocação para ser empreendedor na agricultura (20 anos) e floresta (45 anos).

3. Se precisar de ajuda especializada e competente quer para o investimento, quer para o arrendamento, marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)