O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Espaço Visual Comemora 25 anos

Diretor Geral do GPP
é convidado da Espaço Visual
Consultora comemora 25 anos com ciclo de conferências
No dia 4 de maio a consultora agrícola Espaço Visual, uma das mais prestigiadas do mercado, arranca com um ciclo de conferências para comemorar os seus 25 anos de existência.
Nesse dia, pelas 11h00, na sede da empresa, na zona industrial de Gondomar, o engº Eduardo Diniz, diretor geral do GPP  (Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral) será o orador convidado para falar sobre "O novo quadro comunitário e as ajudas para a agricultura portuguesa"
Estas sessões, abertas ao público, irão ainda debater, outros temas da atualidade agrícola, como as perspetivas de crescimento e desenvolvimento dos agricultores portugueses nos próximos 25 anos.
José Martino, CEO da Espaço Visual, afirma que a empresa tem uma responsabilidade social e de serviço público, pelo que defende uma estratégia de criação de eventos e iniciativas destinadas a não só colocar os temas agrícolas na agenda mediática mas também a contribuir para o esclarecimento e formação dos agricultores portugueses.
A Espaço Visual vai estender as comemorações dos seus 25 anos por todo o país, eestá já a preparar a próxima Ovibeja, entre os dias 27 e 30 de Abril.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Sonho em construir algo meu na área agrícola, por onde devo começar?

Bom dia Sr. Engenheiro José Martino.
Tenho acompanhado o seu blogue sobre o mundo da agricultura, desde há muito tempo, porque cresci num meio agrícola, já que a minha família esteve ligada agricultura. Tenho 26 anos, e sou do distrito de Braga, tenho procurado aprender sobre área da agricultura e tentando aceder a um projecto agrícola, trabalho já algum tempo mas o rendimento do meu trabalho não me deixa fazer grandes planos , mas sonho em construir algo meu na área agrícola  
O meu pai tem um terreno no distrito de Braga com aproximadamente 5 hectares, onde eu vivo.
Tenho um gosto especial pela agricultura, e gostava de dedicar algum do meu tempo a essa área, mas não sei por onde começar com quem deva falar, por isso mando este mail para indicar alguém aqui no distrito de Braga com quem possa falar e avançar com uma  candidatura a  um protejo agrícola.
Tenho duvidas sobre um projecto agrícola rentável, sobre todo o processo da candidatura a jovem agricultor, já tenho ferramentas, o meu pai cede-me o terreno, algumas alfaias agrícolas e tractor, precisava era financiamento e um projecto rentável e de futuro. Fico aguardar uma ajuda da sua parte, em tentar arranjar uma solução para este terreno que se encontra abandonado e que perfeitamente pode servir para um inicio de uma nova etapa da minha vida.

Comentários:
1. Comece por ler de forma exaustiva, neste blogue, os conselhos que dou a quem se quer instalar na agricultura.

2. Para o ajudar a montar um projeto agrícola de sucesso recomendo que marque uma consulta com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual  (917075852)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Plano de Desenvolvimento do Setor Agroalimentar Baixo Tâmega

Uma equipa da Ruris em consórcio com uma equipa da UTAD elaborou o Plano de Desenvolvimento do Setor Agroalimentar Baixo Tâmega (https://aeamarante.pt/food-cluster-revolution/plano-de-desenvolvimento/) para os concelhos de Amarante, Baião, Celorico de Baste e Marco de Canaveses, e sobre o qual assenta a proposta de desenvolvimento do Food Cluster Revolution. Foi um trabalho que se iniciou a 30 Novembro de 2016 e terminou a 31 de março de 2018.

sábado, 7 de abril de 2018

Banco de terras de Guimarães

Estão em curso as inscrições para o Banco de Terras de Guimarães, cujo prazo termina no dia 16 de abril. Esta é uma oportunidade para os proprietários de terrenos agrícolas ou florestais, que não têm vocação para os explorarem por falta de tempo ou por idade avançada, retirarem um benefício do seu terreno (renda o que equivale ao juro do capital fundiário terra que é colocado no banco).
A Câmara Municipal lançou o Banco de Terras de Guimarães através da sua Incubadora de Base Rural (IBR Guimarães), como um instrumento através do qual os proprietários podem arrendar ao Município terrenos cuidados ou abandonados ou sem utilização, para que este os subarrende a empreendedores com vontade em criar o seu próprio negócio agrícola ou de base rural.

O Banco de Terras de Guimarães corporiza um conjunto de benefícios para o proprietário, na medida em que valoriza os terrenos com potencial agrícola ou florestal, com garantia de renda por parte do Município de Guimarães. Os proprietários recebem o património fundiário no mesmo estado de uso ou ainda melhor do que o estado inicial e deixa de ter custos com a limpeza anual de vegetação, espécies arbustivas e manta morta.
As inscrições para o Banco de Terras de Guimarães estão abertas até 16 de abril. Os proprietários interessados deverão consultar o
aviso de abertura de candidaturas disponível no site do Município de Guimarães e seguir as orientações para submissão da candidatura.
A Incubadora de Base Rural de Guimarães (IBR Guimarães) foi criada em julho de 2017 com o intuito de apoiar empreendedores a desenvolver a sua ideia ou plano de negócio de base rural no concelho e tornar Guimarães como um território de referência no bom uso do solo agrícola e florestal.
O banco de terras de Guimarães é um projeto pioneiro porque é o 1.º banco de terras a funcionar em Portugal

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Pistácio ou pistacho

Muito bom dia Sr. Martino. 

Antes de mais quero felicitá-lo pelos grandes projetos e ideias para Portugal. 
Depois de eu ter pesquisado na internet descobri o seu contacto. 

Eu estou na Suíça  e pretendo regressar a Portugal em 2 anos, tenho 10 Hectares de terreno onde estava a pensar fazer  um projeto de castanheiros. 

Mas agora fiquei indeciso ao ver a plantação dos pistachos. 
Na sua opinião qual devia seguir, pois a minha dúvida é onde depois vendo a colheita dos pistachos e por quanto o venderia ao kg. 

Por hectare qual seria o rendimento  mais ou menos? 
Agradecia uma resposta  sua se pudesse e peço desculpa pelo abuso. 
Muito obrigado 

Com os melhores cumprimentos

Comentários:
1. A decisão sobre a cultura do castanheiro ou do pistácio deve ter em conta as caraterísticas de solo e clima da sua parcela, sobretudo se está em terra fria ou terra quente e água para rega que tenha disponivel.

2. Pode ser sócio da Fruystach e ter assistência técnica e venda assegurada com valorização das suas produções.

3. O preço do quilograma dos pistácios 6€, tendo um rendimento liquido de 6000 a 14 000 euros /hectare.

4. Marque uma consulta com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917075852) mporque ela consegue ajudá-lo a saber os pormenores que necessita para tomar a melhor decisão sobre o seu investimento

quarta-feira, 28 de março de 2018

Uma proposta de estratégia de desenvolvimento económico para o Interior de Portugal

Fiquei deliciado com a entrevista que Airton Cerqueira das Delícias do Tojal deu à revista "Vida rural" (https://www.vidarural.pt/insights/unir-produtores-para-ganhar-forca-nos-mercados/).

"Delícias do Tojal" é uma empresa pioneira no lançamento de novas culturas e atividades agrícolas desde a década de oitenta do século passado e continua a experimentar novas culturas.

Esta matriz experimental começou com o José Cerqueira, pai do Airton e continua com o filho. Empresas deste tipo são modelo na estratégia de desenvolvimento, quer no presente, quer no futuro, tem por base um emigrante que regressou à sua terra, investiu, aproveitou a formação que teve em França para inovar, juntou experiência da produção em Portugal com conhecimento do mercado francês e experiência de comércio internacional, com o seu desaparecimento precoce o negócio foi continuado e melhorado pelo filho e esposa.

Este negócio, produção e exportação de produtos agrícolas, e o seu sucesso é o resultado de alguém que acredita nas potencialidades do Portugal profundo, que retorna para trabalhar em Portugal e investe numa região muito deprimida (parte norte do concelho de Vila Verde) tendo o destino das produções voltado para o exterior, para os mercados internacionais. É preciso multiplicar este exemplo, motivar os emigrantes para desenvolverem as suas terras, seja por ação direta, seja por participação em fundos mobiliários com o objetivo de investirem e desenvolverem os seus concelhos. È preciso criar esta moda porque é o caminho de futuro, sem projetos e iniciativas de investimento no Interior de Portugal não há desenvolvimento económico forte e sustentável em Portugal.

Parabéns à Vida Rural por mostrar e divulgar este exemplo! É preciso mostrar os outros José e Airton Cerqueira que ex-emigrantes que investem nas agriculturas de Portugal e no comércio internacional dos seus produtos. 

terça-feira, 27 de março de 2018

Plano de desenvolvimento do setor agroalimentar do Baixo Tâmega

Hoje será realizada a apresentação pública do “Plano de Desenvolvimento do Setor Agroalimentar do Baixo Tâmega”, destinado a criar alinhamento dos players, existentes e a entrarem na atividade,  dos concelhos de Amarante, Baião, Celorico de Basto e Marco de Canaveses.
Esta estratégia do "Food Cluster Revolution" é promovida pela Associação Empresarial de Amarante em parceria com as associações congéneres dos concelhos vizinhos e apoio da Câmara Municipal de Amarante e do InvestAmarante.

A sessão terá início pelas 10H00, com abertura a ser realizada pelo presidente da Associação Empresarial de Amarante, João Pedro Soares Pinheiro, seguida da apresentação do Plano de Desenvolvimento Estratégico do Setor Agroalimentar do Baixo Tâmega, realizada pelo Professor Luís Tibério da UTAD. A manhã termina com a oportunidade dos participantes colocarem questões sobre o plano apresentado.


Este é um trabalho desenvolvido pela Ruris em consórcio com a UTAD desde 30 de novembro de 2016

domingo, 25 de março de 2018

Tem vontade de mudar o paradigma agrícola?


Eu hoje pergunto-lhe apenas se ainda tem vontade de mudar o paradigma agrícola, ou se se rendeu ao paradigma político.

Comentários:
1. Se ler este blogue com atenção e outros artigos que tenho escrito para os jornais, bem como se estivesse atento às intervenções públicas que tenho feito em eventos ao longo de todo o território nacional nos últimos anos concerteza não lançaria o desafio que fez, porque é claro para todos que continuo determinado em criar massa crítica e mudar para melhor o paradigma das agriculturas de Portugal.

2. Tenho a certeza que Portugal irá desenvolver as suas agriculturas nos próximos anos tornando-as mais sustentáveis ambientalmente e economicamente porque está a assistir-se ao incremento e melhoria da competência dos empresários agrícolas e florestais, assim como das respetivas equipas de trabalho. 

3. Por outro lado, verifico que a inovação tecnológica e metodológica, tecnologias digitais e agricultura de precisão, modo de produção biológico e agricultura biodinâmica, etc, estão a contribuir para a mudança.

4. Portugal precisa de algumas reformas estruturais que dependem da opinião pública e, ação e vontade dos políticos,  algumas delas mais fáceis que outras, e.g. apoiar financeiramente todas as candidaturas aprovadas submetidas por jovens agricultores; apoiar todas as candidaturas de apoio ao investimento na agricultura e floresta nos distritos da região Interior de Portugal; negociar com a Comissão Europeia o emprego de mais 300 M€ + 300 M€, respetivamente para apoiar os investimentos na agricultura e floresta sem que este montantes das contas públicas de Portugal contem para penalizar Portugal; o ministério da agricultura e demais ministérios onde os agricultores precisam de obter licenciamentos e demais autorizações legais, devem tramitar os processos burocráticos dentro dos prazos legais, numa primeira fase se for preciso alarga-los para serem cumpridos em tempo útil e numa segunda fase, gerir os serviços públicos por forma a encurtar os prazos de tramitação; atribuir ajudas públicas ao investimento em função da competência do promotor (neste momento o sistema de atribuição das ajudas é cego no que diz respeito à avaliação deste parâmetro, o qual deveria contar para graduação das candidaturas); intervir para fazer a reforma da estrutura fundiária das parcelas e explorações agrícolas seja através da publicação de lei que obrigue as heranças indivisas a fazerem as partilhas em 2 anos, caso contrario o património é vendido por um agente de execução nomeado pelo tribunal tal como é feito na metodologia de extinção de empresas, pagos os impostos e o dinheiro restante dividido pelos herdeiros, seja através de um banco público de terras que arrenda prédios rústicos aos proprietários que o queiram fazer de forma voluntária e o subarrenda aos empreendedores através de aviso público (é um banco porque paga juros (renda) pelo capital fundiário (terra) havendo a garantia do Estado no pagamento da renda ao proprietário mesmo que o subarrendatário não pague e na devolução da terra no mesmo estado de uso ou melhor com que a recebeu no inicio do prazo do contrato de arrendamento), etc. etc.

5. Voltando à minha pessoa e ao que tenho feito para mudar o paradigma das agriculturas de Portugal:
a) Ajudei a desenvolver, a crescer, a incrementar o valor acrescentado para os kiwicultores seja pela assistência técnica de campo, captação de fundos públicos para o investimento na kiwicultura e agroindustria (Bfruit, Frutas Douro ao Minho, Kiwicoop, Kiwi Greesun, Prosa), no lançamento e na presidência da direção durante dois mandatos na  APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, no lançamento e promoção em Portugal dos kiwis arguta Nergi  (50 ha);
b) Ajudei a promover a reconversão de algumas centenas de hectares de vinha em Castelo de Paiva e Guimarães;
c) Ajudei a criar a RefCAst - Associação Portuguesa da Castanha, sou o presidente da mesa da Assembleia Geral e também estive, antes de haver de associação, no lançamento da rede de cooperação RefCast;
d)Promovi algumas centenas de hectares da cultura dos pequenos frutos ao longo de Portugal, estive junto com a Eng. Fernanda Machado e alguns outros parceiros na elaboração do plano de negócios e no lançamento da Bfruit (organização de produtores de pequenos frutos e mais recentemente foi reconhecida para outros frutos frescos que começou a sua atividade em setembro de 2013) que hoje agrega mais de 130 produtores.
e) Estou apostado desde 2015 em promover a cultura do pistácio, alguns milhares de hectares na região do Interior de Portugal, assim como organizar a sua produção e comercialização através de uma organização de produtores (Fruystach) para obter o futuro reconhecimento formal. No próximo futuro irei promover outras culturas de frutos secos porque são muito importantes para ajudar ao desenvolvimento das regiões mais deprimidas de Portugal
f) Ajudei junto com a minha equipa da empresa de consultoria Espaço Visual, este blogue e outras intervenções públicas, a instalar milhares de jovens agricultores;
g) Através da empresa de consultoria Espaço Visual da qual sou CEO, ao longo dos últimos 25 anos,  ajudei/ajudamos milhares de pessoas investirem e melhorarem as suas explorações agrícolas, assim como formarem-se e ganharem competências, obterem licenciamentos de atividades, terem contabilidades agrícolas e agroindustriais cumprindo a lei e sendo mais competitivas;
h) Mais recentemente através da empresa de consultoria Ruris, também sou o CEO, elaboramos planos estratégicos de desenvolvimento rural, agroalimentar, fileira, etc. para regiões concelhos, atividades, desenvolvemos modelos de incubadoras de base rural de nove geração, concebemos e lançamos bancos de terras, etc.;
i) Sou empresário agrícola no kiwi e noutras atividades agrícolas;
j) Escrevo neste blogue, jornais generalistas e económicos, revistas técnicas, etc. com o objetivo de transmitir a minha experiência, criar massa crítica, contribuir para agriculturas mais competitivas.

6. Espero continuar ao longo dos próximos anos a contribuir para a mudança efetiva no paradigma das agriculturas de Portugal porque tenho conhecimento, experiência, equipas preparadas e capazes para o efeito e continuo com mais vontade de o fazer de sempre.

7. Faço votos para se junte a mim e a muitos outros apóstolos do prestigio de sermos agricultores e estarmos na agricultura.                     

Cereais de inverno

Olá,
Verifico que no seu blogue ajuda e responde a todos sobretudo jovens agricultores, a quem não percebe nada de agricultura até aqueles dominam a atividade. No meu caso estou ligado à cultura de cereais de inverno e gostaria de saber a sua opinião sobre este setor: deve continuar como está ou fazer o trabalho de loby centenário do junto do Estado para se manter com apoios públicos tendo maior dimensão?

Agradeço a resposta.

Cumprimentos,

Comentários:
1.      Portugal não tem condições de solos e clima para a cultura dos cereais de inverno que lhe permita ter a quantidade necessária para abastecer o seu mercado interno.
2.      Na minha opinião não se deve incrementar a cultura dos cereais através de apoios públicos, diretos ou indiretos, porque existem culturas alternativas mais adaptadas e rentáveis que contribuem de forma mais competitiva para o incremento das exportações ou substituição de importações. O valor financeiro gerado por estas atividades deve ser usado para comprar cerais no mercado internacional a países que são muito competitivos a produzir cereais a baixo custo. A Holanda é e.g.  desta estratégia porque produz 5% das necessidades do seu consumo e não deixa de ser um país com independência alimentar.
Em Portugal, na produção de cereais, deve-se optar por variedades para nichos de mercado que pagam mais por essas produções, cerais para matéria primas de qualidade usadas na produção de malte para cerveja, baby food e farinhas especiais para panificação, etc.

sábado, 24 de março de 2018

Banco de terras

Eng. José Martino, boa noite,

O  que é um banco de terras e quais as suas vantagens?

Agradeço a resposta porque nunca percebi as razões do banco de terras público não ter avançado.

Cumprimentos,


Comentários:
1. Um banco de terras arrenda terras (capital fundiário) aos proprietários que de forma voluntária o pretendem fazer e mais tarde vai subarrendá-las com determinadas regras a jovens agricultores, agricultores ou demais interessados, sendo o valor da renda recebida pelo subarrendamento, na totalidade ou em parte, o valor da renda a pagar ao proprietário o equivalente aos juros que se recebem quando se faz um depósito de dinheiro no banco.

2. As vantagens para o proprietário é a garantia de receber a renda porque pode o banco de terras pode ser detido por uma câmara municipal (banco municipal de terras), CIM_-  comunidade intermunicipal (banco regional de terras) ou ministério da agricultura (banco nacional de terras). Estas entidades garantem o pagamento da renda ao proprietário da terra independentemente do subarrendatário, quem explora a terra ter pago a respetiva renda.

3. A Entidade que detém o banco de terras também garante a devolução do capital fundiário terra  no mesmo estado de uso ou melhor face ao estado em que a recebeu no inicio do contrato do proprietário, independentemente da forma e estado que recebe a terra do suarrendaário. Neste caso, faz as obras necessárias e melhoramentos necessários e posteriormente, vai cobrar do subarrendatário o respetivo valor.

4. O Banco Público de Terras promovidos pelo Estado Central no âmbito do pacote legislativo da reforma florestal não avançou porque o PCP não o apoiou na forma em que estava definido: instituição para colocar as terras disponíveis do Estado e as parcelas florestais abandonadas sem dono conhecido.        

sexta-feira, 23 de março de 2018

Pinheiro manso

Considero a cultura do pinheiro manso para produção de pinhão uma das mais rentáveis dentro da área florestal tendo rentabilidade após a plena produção de equivalente a cultura agrícola.

Na região do Entre Douro e Minho é uma cultura com interesse para encostas soalheiras voltadas a sul e sem grandes problemas de geada. 

quinta-feira, 22 de março de 2018

Cooperativa ou associação?

Viva, boa tarde, José,

Pode informar-me que diferenças existem entre cooperativa e associação e na sua opinião qual das duas é mais adequada para constituir uma organização de produtores de physalis?

Obrigado.

Cumprimentos,

Comentários:
1. A associação existe para defesa dos interesses sócio profissionais, neste caso, dos produtores de physalis, ou seja, tudo aquilo que tenha a ver com problemas e limitações que sejam comuns à maioria dos produtores, que havendo uma organização própria desses produtores onde podem ser estudadas, trabalhadas e encontradas soluções. A associação não tem atividade económica no sentido de comprar e vender os mesmos produtos ou serviços sobre os quais assenta a atividade comum dos seus associados.
As associações têm também por objeto a função de representação perante os poderes públicos e a sociedade, determinado setor de atividade.
  
2. A cooperativa é uma associação autónoma de pessoas, que se unem, voluntariamente, para satisfazer necessidades e aspirações económicas, sociais e culturais comuns, através de uma empresa de propriedade conjunta e democraticamente controlada (definição da Aliança Cooperativa Internacional) ou seja, é uma “empresa” exerce atividade económica, compra e vende os produtos ou serviços desenvolvidos pelos seus associados.

3. Conforme as definições de 1. e 2. a organização de produtores para a physalis deve ter o regime jurídico / legal de cooperativa.

4. Verifico que nas agriculturas de Portugal há associações a fazerem trabalho de cooperativas e vice-versa. Na minha perspetiva, se houvesse maior e melhor ordenamento jurídico ajudaria à melhoria dos resultados para todos, agricultores e suas organizações.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Espaço Visual faz trabalho de interesse público na promoção da cultura do pistácio

> Boa tarde,
>
> O meu nome é ...., sou aluna do mestrado em
> Jornalismo, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade
> de... Estou a realizar um trabalho sobre a produção de
> pistácio em Portugal para a unidade curricular de Jornalismo Económico.
>
> Durante a minha pesquisa cheguei até ao "Espaço Visual" e por sua vez
> ao seu blog e percebi que esteve desde o início envolvido em todas as
> questões relacionadas com o cultivo do pistácio.
>
> Envio-lhe este e-mail para lhe perguntar se tem disponibilidade para
> me esclarecer relativamente a algumas questões e responder a perguntas
> relacionadas com o cultivo e rentabilidade do pistácio, que lhe posso
> enviar por esta via.
>
> Agradeço desde já a disponibilidade.
>
> Com os melhores cumprimentos,

Email de resposta:
Boa tarde,

Agradeço o email infra.

Lamento informar que não temos disponibilidade para dar mais informações
sobre o pistácio para além das que são públicas através das sessões de
divulgação da cultura e daquelas que constam nas redes sociais.

Cumprimentos,
José Martino

Novo email:
Boa tarde. 

Agradeço a rápida resposta. 

Já existe alguma sessão agendada depois de 22 de março? Teria muito interesse em participar, mas dia 22 para mim seria impossível deslocar-me a Celorico da Beira. 
E não seria possível uma entrevista por chamada telefónica? 

Obrigada mais uma vez. 

Com os melhores cumprimentos, 

Comentários:
1. A Espaço Visual e a Fruystach são empresas que têm um acordo para promover alguns milhares de hectares da cultura do pistácio  em Portugal, bem como organizar a fileira na produção e comercialização.

2. Para o efeito a Espaço Visual investiu umas centenas de milhares de euros na aquisição de know how, formação da equipa técnica, instalação de campos de demonstração, divulgação, etc.

3. O trabalho que fazem é de serviço público, não sendo na sua base de âmbito empresarial, fazem-no porque acreditam que a cultura bem instalada, nas melhores regiões quanto a climas e solo, irá contribuir para o progresso e desenvolvimento das regiões do Interior de Portugal, aliás não têm outra postura de estar no mercado que não seja a seriedade e honestidade, fazendo a cada momento o melhor que sabem e o melhor que podem para instalar e promover o pistácio, tal como acontece com outras culturas e atividades agrícolas.

4. Se a base de trabalho não fosse o indicado em 3. promoveríamos a cultura do pistácio desde as praias do Litoral até ao pico da Serra da Estrela, há solicitações para tal, o que a Espaço Visual se recusa a fazer porque não é correto ( a cultura tem aptidão para terrenos dos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja).

5. A Espaço Visual disponibiliza de forma pública e voluntária  os dados base para se perceber o interesse e potencial do negócio em causa. 

terça-feira, 20 de março de 2018

É tudo tão difícil, será que vale a pena?

Boas, José, boa noite,
Na tua opinião, um jovem inexperiente na agricultura pode no futuro ter mais sucesso que um agricultor tarimbado que passou toda a vida a trabalhar não conseguindo levantar a cabeça porque teve imensas dificuldades em sustentar a família e por os filhos a estudar?
Eu quero começar o processo de me instalar na agricultura e não sei por onde começar: como consigo ter terra para explorar, que atividades escolher para trabalhar, como arranjar dinheiro, etc. É tudo tão difícil, será que vale a pena?
A tua resposta é muito importante para mim.
Continua a escrever no blogue porque me ajudas a perceber o mundo que é a agricultura.
Obrigado

Comentários:
1. O sucesso profissional e nos negócios é o resultado do que cada um de nós for capaz de construir ao longo de uma vida: acreditar, planear, desenvolver, estudar, investir, melhorar as competências, arriscar, trabalhar de forma árdua sete dias por semana, ano após ano, aprender com os erros, melhorar a argúcia para analisar negócios, pessoas (colaboradores, clientes, fornecedores, prestadores de serviços, etc.),  saber resolver problemas, saber encontrar soluções eficazes e eficientes para os problemas diários, crescer como pessoa, como empresário, esta evolução, este crescimento, far-se-ão sentir da mesma forma no negócio.

2. De acordo com o descrito em 1. pode-se explicar o que descreve na sua primeira pergunta e pode adaptar o seu conteúdo como resposta à questão que colocou. Conheço agricultores que em 30 anos pouco evoluíram e outros que transformaram as suas vidas, os seus negócios, que têm imenso sucesso.

3. Do ponto de vista médio e estatístico a agricultura e setor de atividade económica com imensas dificuldades de rentabilidade decorrente da concorrência aberta nos mercados sobretudo de produtos originários de outros países, preços relativamente baixos, qualidade e homogeneidade muito elevadas, o empresário português tem ser muito competitivo, conhecer bem os mercados, controlar a gestão para oferecer produtos de melhor qualidade. em quantidade e regularidade, tem que estar organizado.

4. Para saber como se deve instalar na agricultura, que caminho deve percorrer leia todos os posts deste blogue porque tem imensa informação, dicas, estratégias, sobre o que deve fazer. Após terminar este trabalho escreva-me de novo e diga-me o que falta, que dúvidas tem, que ideias alternativas tem na cabeça e sobre as quais precisa tomar decisões.

Bom trabalho!       

segunda-feira, 19 de março de 2018

Um bom projeto de negócio pode encontrar financiamento?

Caro José Martino,
Já o ouvi falar em público sobre o empreendedorismo agrícola, as bases do seu sucesso, as ajudas do Estado e o negócio da agricultura, mas tenho dificuldade em acreditar no que diz "nunca nenhum bom projeto deixou de ser financiado". Como é possível sabendo as dificuldades que há na instalação dos jovens?
Por favor não fuja à resposta e responda com honestidade.
Obrigado.
Cumprimentos.

Comentários:
1. O que é um bom projeto? Será simplesmente um bom plano de negócios, um bom documento? O mesmo projeto, o mesmo plano de negócios de um negócio agrícola rentável, implementado nas mesmas condições, por duas pessoas diferentes dará os mesmos resultados ou terá diferenças significativas na rentabilidade ou haverá casos de falta de rentabilidade? O que é mais importante: o projeto ou o empresário?

2. Um bom projeto ou um excelente plano de negócios é um documento que elenca de forma exaustiva os pormenores de um negócio, os quais se forem bem estudados, se forem atingidas as condições mínimas necessárias para avançar, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista operacional das competências necessárias da equipa, representam 50 a 60% do sucesso. As outras probabilidades de sucesso que faltam, 40 a 50%, dependem do perfil do empresário para o empreendedorismo, da sua determinação para o sucesso, da sua resiliência, da sua capacidade de recomeçar, da sua honestidade em analisar os erros, da sua persistência e teimosia em busca de soluções. Em conclusão, um bom projeto é um bom documento, com os pormenores escalpelizados, internos e externos à empresa/negócio, desde o investimento, até ao arranque seguindo-se os anos de exploração até chegar à plena produção, juntos com um bom empreendedor determinado a resolver e fazer tudo o que seja necessário para ter sucesso no seu projeto.

3. Quem compete não são os projetos, as explorações, são os empresários, pelo que, a competência dos empresários, a respetiva capacidade de risco, para identificar e antecipar problemas e soluções são determinantes para o sucesso, bem como a respetiva capacidade de gestão, perceber os custos, que acontecem primeiro, e os proveitos, normalmente futuros, ser capaz de antecipar como irão evoluir e tudo fazer, transformar, criar condições para que em cada ano, os proveitos sejam maiores que os custos. Em conclusão, um bom projeto é aquele que é detido por um empreendedor, muitas vezes futuro empresário, competente para o negócio e que se pressente ser pessoa que é capaz de assumir e fazer no futuro aquilo que diz no presente.

4. É verdade que há dificuldades de conseguir financiamento para os projetos de startups mas aquelas pessoas com as caraterísticas pessoais identificadas em 3.  que vão à procura, tendo o negócio dimensão para tal, conseguem com procura persistente e exaustiva ao longo do tempo, encontrar sócios com dinheiro e capacidade de acesso ao crédito para lançarem e desenvolverem o seu negócio, pelo que tenho a certeza que nunca nenhum bom negócio deixou de ser financiado