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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Proposta de políticas de apoio aos jovens agricultores



- Prioridade no acesso aos fundos públicos de apoio ao investimento no PDR 2020

- Sistema de apoio técnico no terreno através de OP’s e corpo técnico da AJAP

- Apoio de crédito de longo prazo e capital de risco – a banca comercial não tem como métier apoiar start up’s. Está a fazê-lo, na minha opinião com maior sucesso que o expectável e com taxa de sucesso muito acima do que acontece nas restantes áreas económicas e noutros países europeus (taxa de sucesso inferior a 50%). Os erros dos primeiros anos acarretam necessidades financeiras adicionais que devem ser diluídas no tempo porque a atividade agrícola não gera margem líquida compatível com prazos temporais curtos de amortização de crédito. Esta realidade implica ter capital de risco para apoiar as empresas dos jovens e crédito de longo prazo.

- Pacote de formação profissional para além da instalação de jovens agricultores e sobretudo, para os primeiros cinco anos após a instalação, no âmbito do controlo de gestão, seja na recolha e tratamento de dados, seja na integração de conhecimento de formação de equipas e gestão de pessoal, seja na melhor utilização do conhecimento técnico e tecnologias de produção/comunicação.

- Formação de redes de cooperação tirando partido das tecnologias (na Nova Zelândia há fóruns fechados de partilha e debate de técnicas culturais no âmbito da fileira do kiwi, há partilha de pormenores de execução, resultados de pequenas experiências, práticas e produtos alternativos, etc.).

- Estágios formativos nacionais e internacionais – “aprender com as faturas dos outros”. Tipo Erasmus para jovens agricultores.

- Jovem apresenta o projeto tem um ano para estagiar num exploração, recebe o smn, tem plano de estágio acompanhado pelo chefe de exploração, por um técnico/empresário tutor e no final desse ano apresenta relatório de estágio e presta provas públicas perante júri composto por técnicos, ministério da agricultura, op’s e ajap.  

Forte campanha de promoção junto da opinião pública da atividade e interesse público da atividade dos jovens agricultores seja no incremento da atividade económica, seja no emprego, seja no desenvolvimento social em regiões fortemente deprimidas económica e socialmente, seja na aplicação de novas tecnologias e agricultura de precisão, etc. . Esta campanha pertence a cada um de nós, cidadãos comuns, aos responsáveis associativos e políticos, desde a base até ao topo, porque estamos a fazer história, pela primeira vez na história de Portugal é prestigiante ser empresário agrícola, ser agricultor, ser player no agronegócio. Não podemos deixar cair este processo que levou à agricultura estar na moda, é cool estar ligado à agricultura. Temos de o alimentar, há jovens a fazerem um trabalho brilhante, excelentes resultados em condições difíceis por localização, por infraestruturas, por deficiências de capital.


Programa específico de apoio aos jovens instalados há menos de 5 anos compreendendo saneamento financeiro decorrente dos erros naturais da 1.ª instalação, mas tendo por base prévia levantamento através de apoio de gestão e compromisso de formação profissional (o apoio técnico deve funcionar com o esquema indicado acima).

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Políticas de nova geração para as agriculturas de Portugal


1. Colocar mais 300 M€ no orçamento de Estado para 2017 com o objetivo de reforçar a componente nacional de apoio aos projetos de investimento na agricultura o que iria desbloquear o PDR2020.   Paralelamente negociar com Bruxelas que este valor não conte para efeito de défice excessivo.
2. Colocar em dia as análises e contratações das candidaturas de apoio ao investimento no âmbito do PDR 2020.    

3. Numa altura de escassez das ajudas devem ser utlizados critérios de atribuição de ajudas públicas ao investimento que defendam os superiores interesses públicos de Portugal, critérios a majorar em próximos concursos:
1.º)  Privilegiar os jovens agricultores.
2.º) Os investimentos nas regiões do interior de Portugal
3.º)  Os sócios das OP’s
4.º) A agricultura de precisão e novas tecnologias

4. Melhorar o sistema de crédito de médio longo prazo; abrir os concursos necessários para disponibilizar os fundos financeiros necessários para a Agrogarante possa continuar a fazer a garantia mútua aos créditos concedidos pelas instituições financeiras aos jovens agricultores e outros players (60 a 80% de garantia nos empréstimos, o que diminui o risco para as Instiutições de Crédito e torna atrativo para a banca a apoio aos investimentos na agricultura). 

5. Melhorar a visão dos negócios da agricultura para que a banca possa apoiar de forma efetiva aos investimentos de longo prazo 20 a 30 anos, sobretudo ao nível das plantações, melhoramentos fundiários e infraestruturas.

6. Publicitar de forma eficaz os resultados que se pretendem obter com as políticas agrícolas, fixação de metas temporais como por exemplo, para o equilíbrio ou superavit da balança comercial agrícola, a taxa de crescimento das exportações agrícolas e agroindustriais, valor acrescentado bruto da agricultura, etc. Traçar grandes objetivos para as agriculturas de Portugal sobretudo para a produção de carne para limitar as importações.

7. Promover o acesso à terra: operacionalizar o banco de terras dando-lhe orçamento para poder funcionar de forma eficaz. A bolsa de terras não funcionou porque não possuía equipa do ministério da agricultura adstrita a este projeto, com dimensão, com objetivos quantificados e meios técnicos e financeiros adequados aos objetivos e ações traçadas.

8. É muito importante fazer crescer o número e a dimensão das organizações de produtores e ajudá-las a aumentar a competitividade económica e sustentabilidade ambiental das explorações agrícolas que as integram. Para tal deve ser aprofundando o sistema de majoração das ajudas para quem é sócio de uma OP, porque motiva a sua integração e o trabalho colaborativo entre produtores. 

9. Montar um sistema de benchmarking à escala mundial para as principais fileiras agrícolas de Portugal e divulgar os resultados de forma pública para que motive o aparecimento de tomadores.

10. Reforma dos serviços do ministério da agricultura: Avaliar cada um dos serviços prestados pelo Ministério da Agricultura, assim como das Instituições por ele tutelados sobre o interesse público, orçamento, meios humanos e materiais. Encerrar aqueles que não tenham interesse e concentrar meios nos outros que serão prioridade.

11. Incrementar a capacidade de gestão no ministério da agricultura, sobretudo a integração entre decisores políticos, serviços centrais e serviços regionais, quantificando os objetivos e alocando os meios necessários para o efeito.


12. Alteração política no sentido dos diretores gerais terem a mesma duração de mandato dos responsáveis políticos, a queda destes levaria à queda automática de quem ocupa os altos cargos de direção no ministério da agricultura.   

AGROGLOBAL – Um fenómeno de sucesso no mundo agrícola e rural*

Artigo que escrevi para a Voz do Campo em julho de 2016

Para uma empresa como é o caso da Espaço Visual que presta serviços aos empresários agrícolas competitivos, ligados ao mercado, nas vertentes de negócio, empreendedorismo, investimento, novas culturas, novas atividade, contabilidades, apoio à gestão, formação profissional, licenciamentos e demais processos burocráticos, seguros agrícolas, etc. a AGROGLOBAL é um evento multifacetado, a não perder para o visitante que busca num único local, no campo, a amostragem de praticamente tudo o que de bom e melhor se faz nas agriculturas de Portugal.
Para a Espaço Visual a AGROGLOBAL é o resultado daquilo que defende e pratica: novas ideias e estratégias que levam ao sucesso, tendo como alicerce, acreditar nelas e nas nossas próprias capacidades e competências para as concretizar, complementadas com persistência, profissionalismo, dedicação, trabalho, resiliência, capacidade de levar a carta a Garcia.
Mais que tudo na perspetiva da Espaço Visual, a AGROGLOBAL representa assumir riscos, ser capaz de crescer e conviver com eles, transformar as vicissitudes do mau tempo meteorológico que tudo pode afetar nesta Feira, aproveitar os dias de trabalho à semana, num mês com forte ocupação de operações nas explorações agrícolas, numa solução única, no certame imperdível, que a sua equipa organizadora corporiza o que é hoje a agricultura: espaço de risco que junta, ser capaz de pensar diferente e muita competência humana, com tecnologia e conhecimento, foco exclusivo na atividade agrícola e no seu profissionalismo. É com gente desta fibra e desta Feira que se molda o futuro de Portugal!
Neste três dias, 7, 8 e 9 de setembro estarão no mesmo espaço os principais líderes de opinião e players do mundo agrícola e rural e todos aqueles que aspiram a saber quem é quem neste puzzle da realidade deste setor primário.
A Espaço Visual gosta de dar valor a quem o tem, dar a conhecer o que é bem feito, que produz bons resultados, que contribui para os superiores interesses de Portugal e das suas agriculturas, pelo que, como corolário do exposto acima neste espaço mediático, expressa a sua convicção, esta AGROGLOBAL 2016 irá mais longe e terá êxito maior que as edições anteriores.


*José Martino – CEO da Espaço Visual

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Empreendedores, nós?

Artigo que escrevi para o Correio da Manhã em Agosto de 2012. 
Muito do que escrevi neste artigo ainda se encontra actualizado,embora nos dias de hoje os principais problemas para os empreedendores agricolas sejam os atrasos do financiamento dos projetos PDR2020 e na falta de apoio financeiro para quem está instalado e tem necessidade de financiamento de longo prazo e barato. 


Talvez nunca como nos últimos meses, a palavra “empreendedorismo” e “empreendedores” tenha sido tão utilizada no nosso país. Não deixa de ser aliás um paradoxo que tanto apelo se faça à iniciativa privada num país habituado a viver dos subsídios e à custa do Estado Providência. Sinal dos tempos.
Pergunto-me mesmo se sabem os políticos do que falam quando falam de empreendedores e de empreendedorismo. Somos realmente um povo de empreendedores? A resposta não é simples.
Olhando para o sector da atividade económica que conheço bem, a agricultura, digo que sim: somos empreendedores. Baseio-me em dados da atualidade e numa realidade histórica que me diz que as más políticas agrícolas de sucessivos governos apostaram em destruir a agricultura portuguesa e só não a mataram porque os agricultores portugueses são empreendedores.
A questão é: podemos ser todos empreendedores? A resposta é não. E é esta seleção que os políticos e os governos não têm sabido, ou podido, ou querido, fazer. O Estado tem um papel importante para defender o empreendedorismo e os empreendedores nacionais.
Aqueles que, por ignorância ou má-fé, acham que um bom empreendedor deve estar o mais longe possível do Estado e ser deixado à sua sorte, não deveriam nunca ocupar cargos políticos. Porque estão a fazer mal ao país, ao seu empreendedorismo e aos seus empreendedores.
Na verdade, há os que podem mas não sabem; há os que podem mas não querem; há os que não podem mas sabem e querem. São estes últimos que o Estado deve apoiar e para quem deve falar.
Nos últimos meses uma média mensal de 200 novos jovens agricultores tem lançado projetos agrícolas inovadores, criadores de emprego e riqueza. Têm avançado com os seus parcos recursos próprios e desesperam pelo apoio financeiro que a banca não lhes concede porque são empresas “start up”.

Muitos infelizmente não resistem à burocracia estatal dos licenciamentos; outros arriscam tudo para agarrar o sonho de uma vida. Se querem falar de empreendedorismo e empreendedores, ponham a bolsa de terras em funcionamento, criem uma linha de crédito na CGD para apoiar os investimentos e a tesouraria, a qual deve ser do tipo “crédito à habitação”, operacionalizem uma formação profissional eficaz, controlem as margens da distribuição organizada e sobretudo, deixem os gabinetes e vão falar com eles, percebam os seus problemas e criem soluções!

José Martino
Engenheiro e consultor agrónomo (htpp://josemartino.blogspot.pt)

Se os factos não encaixam na teoria, muda a agricultura!


Ás vezes vale a pena revisitar o passado como acontece neste artigo que escrevi em abril de 2012 para a revista AGROTEC, muitas das ideias ainda se mantém actuais e com interesse do ponto de vista político: 

Assisti ao longo dos últimos anos a variados debates televisivos sobre o desenvolvimento da economia portuguesa, das suas agriculturas e da região interior do país e a ideia que trespassa para a opinião pública é que não há ideias eficazes sobre as estratégias a implementar para, numa legislatura, colocar a economia portuguesa a crescer de forma duradoura. É comum culpabilizarem-se as causas estruturais que explicam o fenómeno, como handicap que remete o início das soluções para a geração seguinte ou no caso de problemas mais complexos para as mudanças de mentalidade a realizar no ensino básico. É comummente aceite que o sucesso levará dezenas de anos a implementar e como tal, os contemporâneos têm argumentos e alibis para não assumirem, no momento presente, os riscos de mudar comportamentos e de vida. Este preconceito traz-me à memória “Os Maias” de Eça de Queiroz, em que esta mesma discussão, com os mesmíssimos argumentos já se fazia na 2.ª metade do século XIX. Nestes mais de cento e cinquenta anos a sociedade portuguesa não foi capaz sequer de evoluir nos argumentos/práticas das melhores estratégias a aplicar, não sendo de estranhar que tenha falhado no real desenvolvimento económico e social do país. Na minha opinião, as coisas difíceis, complexas e estruturais, têm de ser decompostas em elementos mais simples, a economia portuguesa tem de tirar partido de todas as atividades que possa desenvolver de forma competitiva, tem que apostar simultaneamente e de per si, no turismo, agricultura, pesca, extração mineira, indústria, comércio internacional, serviços exportadores, etc.

Como se faz?
Não resisto a transcrever os pensamentos de Albert Einstein: "A imaginação é muito mais importante que o conhecimento, se os factos não encaixam na teoria, muda os factos”.
Imaginemos a mudança na agricultura: Em primeiro lugar, atividade a atividade, têm ser feitas ações de benchmarking a nível mundial, pois assumimos com humildade que não sabemos fazer e vamos ver como os outros países desenvolvidos fazem bem. Copiamos, não de forma cega, mas adaptando à nossa realidade mais que tecnologias, formas de gerir investimentos, pessoas e atividades. Este trabalho está a ser feito com sucesso por muitos empresários agrícolas cujo trabalho e resultados de sucesso ímpar não são conhecidos, nem divulgados como matriz e exemplo de excelente empreendedorismo. Em segundo lugar, tem que haver uma orientação política para que o crédito a conceder pelos bancos privilegie o investimento produtivo na criação de riqueza em lugar das empresas públicas, PPP, OPA’s, etc. Porquê? Os bancos preferem os negócios em que o risco é transferido para o Estado e nos quais os seus administradores estão em linha com o poder político. O que ganhou Portugal com esta estratégia? Uma pré-falência da sua economia e uma crise que tem ser combatida mais com imaginação e conhecimento comum. Ainda me lembro que em 1999, quando visitei a Nova Zelândia pela 1.ª vez, este país tinha 70 quilómetros de autoestradas, como contrapartida era um país rico, fortemente exportador, em que os bancos apoiavam como prioridade os investimentos produtivos para exportação, em que as estradas com curvas e lombas não eram impeditivas da competitividade das exportações, porque os seus produtos, sobretudo os agrícolas, tinham mais que preços competitivos, perfis e quantitativos adequados às caraterísticas da procura nos mercados internacionais. Em terceiro lugar, a agricultura pode ter a sua quota-parte no novo modelo de desenvolvimento económico de Portugal, substituindo de forma competitiva a importação de produtos agrícolas /agroindustriais ou promovendo as suas exportações, pelo menos, com o objetivo de equilibrar a quatro anos a balança alimentar portuguesa, ultrapassando o seu défice que atinge cerca de 3000 M€.

Passo a elencar algumas propostas concretas, exequíveis, sem aumento de encargos no orçamento do Estado, para mudar os factos:
a) Fazer com que o Ministério da Agricultura tramite dentro dos prazos legais os processos burocráticos que processa, se for necessário, no imediato, de forma pontual, publicar legislação para alargar os prazos, tendo como objetivo, no fim da legislatura, o seu encurtamento até ao limite que não venha a gerar sobrecustos orçamentais.
b) Colocar em ação no ministério da Agricultura “ O Provedor do Agricultor”. Figura independente que receba as reclamações dos utentes e as trate de forma justa e célere.  
c) Incrementar as economias de escala na atividade agrícola através da implementação do banco de terras, do crédito tipo habitação para a agricultura e linhas de crédito específicas para a agricultura disponibilizadas pelo banco público (é possível desenvolver a agricultura de mercado, explorando de forma sustentável os recursos que existem em Portugal com uma política de crédito equilibrada, através da CGD, de acesso fácil quer para investimento ou exploração, cujos montantes, prazos e custos estejam em linha com as atividades agrícolas) e cadastro declarativo dos prédios rústicos junto das declarações do IRS ao longo de dois anos.
d) Montar uma estratégia para combater a taxa elevada de insucesso na instalação de jovens agricultores, fazê-lo através da frequência obrigatória de estágios em explorações agrícolas de sucesso público amplamente reconhecido, acautelar o fundo de maneio das suas explorações pelos apoios públicos/bancários à sua tesouraria (através da CGD), implementar uma estratégia pública com objetivo de fazer participações no capital social das empresas dos jovens agricultores pelas agroindústrias ou entidades de comercialização das produções.
e) Priorizar no ProDeR para serem apoiados os investimentos que gerem produções no próprio ano ou ano seguinte, como por exemplo, morangos, framboesas, apicultura, floricultura, horticultura, etc., como forma de ajudar Portugal nos anos económicos mais difíceis de 2012 e 2013. 


*José Martino (engenheiro agrónomo)
Josemartino.blogspot.com


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Conselhos para quem se quer instalar como jovem empresário agricola

Boa Tarde, Engenheiro José Martino,


Antes de colocar as minhas questões, quero desde já agradecer o grande serviço que o senhor presta, pela Agricultura Nacional.

Sou natural do concelho de Montemor-o-Novo, e pelo que tenho lido no seu blog e pela internet, penso que esta zona é propicia ao desenvolvimento de frutos secos. Não tenho terrenos, mas como o senhor diz acho que, com muita persistência, consigo arranjar.



1- Estou a pensar numa plantação de Pistacho e de Amendoal, o que acha, devo apostar só numa plantação ou nas duas, por forma a diversificar o risco?

2- Quais os hectares mínimos que devo ter? e quais os custos?

3- Tendo poucos capitais próprios, acha melhor começar com pouco, recorrendo às ajudas do PDR 2020, e mais tarde expandir, ou devo arriscar mais e começar logo com uma área maior recorrendo também às ajudas?

4 - Tendo eu 32 anos, e como posso concorrer para jovem agricultor, qual é o máximo de apoio que consigo captar?

5 - Por exemplo, para um investimento de 200000 euros, quais são os capitais próprios mínimos que devo ter?

6 - O grande problema que eu vejo nestas culturas é que só a partir do 4/5 ano é que começo a ter rendimentos, e para mim é me impossível viver sem rendimentos durante esses anos, como tal, é possível cuidar destas culturas, tendo outro trabalho por conta de outrem, cuidando da cultura só ao fim de semana? Se tal for possível, posso concorrer às ajudas do PDR 2020, tendo outro emprego?

Muito obrigado pela ajuda.

Comentários:
1 - Defendo que uma exploração agricola deve ter pelo menos duas atividades para minimizar o risco e no máximo três atividades, só no caso de empresas de grande dimensão este número pode ser ultrapassado, porque acima deste número é muito díficil ser-se especialista, dominar todos os pormenores de execução e gestão. Acho que se não tem experiência na agricultura e na sua gestão, deve começar com uma atividade e passados alguns anos lançar-se na 2.ª.

2 - Para as atividades agricolas indicadas deve começar com 5 - 10 ha, numa exploração com pelo menos 30 a 50 hectares, tendo como objetivo, crescer na dimensão das atividades, mais tarde e utilizar o mesmo assento de lavoura, a mesma infraestrutura de rega, o mesmo encarreagado/chefe de exploração. Os custos de investimento podem variar entre 6000 e 35000 euros/hectare (acresce IVA), dependendo no seu caso concreto da necessidade de investimento em melhoramentos fundiários, infraestruturas e equipamentos, necessários adquirir à partida para garantir na  sua exploração: o regadio, assento de lavoura, boa drenagem, correção de solo, equipamentos e utensilios base de uma exploração agricola, etc.

3 - Deve ter pelo menos 20% de capitais próprios face ao investimento total (investimento elegivel/apoiado pelo PDR2020+ investimento não apoiado pelo PDR2020+IVA+fundo de maneio (dinheiro necessário para fazer face a saídas de dinheiro/pagamentos até à data em que a entrada de dinheiro das produções da plantação sejam superiores à saída (data de equilibrio da tesouraria da empresa)).
O financiamento do investimento total deve ser realizado com capitais próprios + fundos de apoio do PDR2020. Nos casos em que não seja possivel deve recorrer-se a financiamento bancário na duração temporal e prazos de pagamento de amortizações em linha com a realidade da atividade agrícola em causa. Também pode recorrer a alguém com capital que seja seu sócio (se este tiver 41 anos ou mais, pode deter até 49,9% de uma sociedade por quotas, mantendo esta a sua elegibilidade na obtenção de apoio como jovem agricultor).

4 - Consegue captar 60% do valor do investimento elegivel em incentivo não reembolsável, se for sócio de uma Organização de Produtores, ou 55% do valor do investimento elegivel em incentivo não reembolsável, caso não seja sócio de uma Organização de Produtores. Acresce o prémio de 1.ª instalação na agricultura, 26 250 euros + 5000 euros se for sócio de uma OP (Para investimentos superiores a 140 000 euros). O prémio pode funcionar como parte do capital próprio.

5 - Recomendo que o rendimento da atividade suporte a sua remuneração de trabalho, quando a tesouraria estiver equilibrada e a dimensão a atividade possa suportar os seus custos e libertar meios para fazer investimentos. Por agora o PDR2020 prevê que se possa instalar como empresário agricola e ter outra atividade profissional. Corre nos mentideros do Ministério da Agricultura que tal irá ser alterado no futuro próximo para que 50% do rendimento do empresário e 50 % do seu tempo, venhm e sejam empregues na exploração agrícola.

6 - Marque uma consulta com o Arq. Benjamim, Machado da Espaço Visual (924 433 183).


NOTA: Doei na elaboração deste post duas horas do meu tempo/trabalho à causa pública

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Teste de autoavaliação do perfil de empreendedor

Na minha opinião quem pensa iniciar-se nos negócios da agricultura deve responder à seguinte bateria de questões respondendo com honestidade ao seguinte teste de Auto avaliação do perfil de empreendedor:

1- Tenho uma ideia clara do negócio agrícola que gostaria de concretizar?

2- Qual o objetivo que tenho ao abraçar este negócio? 
     - Concretizar um sonho de vida?
     - Provar que as minhas ideias são concretizáveis e funcionam?
     - Obter o meu posto de trabalho e a sua remuneração?            
     - Rentabilizar terras de família?
     - Remunerar capitais?
     - Outros objectivos?

3- Principais razões que me fazem gostar de determinada atividade do negócio agrícola?

4 - Tenho ideia das dificuldades para concretizar o meu negócio?

5 - Qual o grau de assertividade que possuo para avaliar pessoas?

(Classificar de zero a cinco)

6- Da minha experiência pessoal, quando adjudiquei casa, carro, etc. por norma faço um cenário mental de avaliação do fornecedor e do seu representante, pessoa que tenho à minha frente?

7- Revejo essa avaliação ao longo do tempo tendo por base novos dados e informações. Se sim, qual a percentagem em que acerto?

8 - Tenho gosto em liderar equipas de trabalho? Ou não possuindo experiência nem ideia deste ponto do meu perfil estou disponível a tentar pois é meu objetivo de vida fazê-lo se tal for importante para o sucesso do meu negócio?

9 - Gosto de comunicar com pessoas?

10- Tenho facilidade em explicar ao grupo o que deve fazer?

11- Quando o grupo não está a seguir as minhas indicações tenho facilidade em comunicar-lhe que não está a proceder corretamente e as novas indicações?

12- Quando os objetivos não estão a ser cumpridos, a minha 1.ª reação é culpar:
a)A mim próprio como 1.º responsável e líder do grupo?
b)A equipa no seu conjunto porque é incompetente?
c)Ao membro da equipa que falhou?
d)Outros?
e)Este país?

13- Quando os processos correm mal tenho tendência a desistir ou pelo contrário só termino quando atinjo os objetivos mesmo que para tal tenha de recomeçar várias vezes?

14- A coragem faz parte do meu traço de personalidade?

15- Tenho resistência pessoal quando ao longo dos processos estes são muito trabalhosos, desgastantes e exigentes?

16- Sou determinado naquilo que me proponho fazer ou mudo frequentemente de objetivos não tendo terminado os processos anteriores?

17- Que outras condições preciso ter para me dedicar ao negócio agrícola?

18- Qual a importância que dou às competências de gestão e técnicas para desenvolver o negócio?

19- Tenho a noção do risco que estou a assumir?

20- Tenho a noção de que o capital é o combustível dos negócios e estes tal como os veículos automóveis não se movem sem ele?

21- Consigo fazer cenários mentais e escritos da estratégia para obter o financiamento do meu negócio?

22- Qual é a minha ideia de negócio? (Nova resposta à 1.ª questão deste teste após responder e reflectir sobre as outras 20 questões) 

23- Após ter respondido às questões anteriores, sinto que tenho perfil para ser empresário e estou decidido a ser empreendedor agrícola?

Quem pretender pode enviar-me as respostas ao teste (jose.martino@espaco-visual.pt) junto com o endereço de e-mail e n.º de telemóvel, assumo  o compromisso de confidencialidade e de envio por e-mail do meu parecer sobre o perfil de empreendedor

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Anónimos, não obrigado!

"Existe alguma cooperativa que compre os figos?? se sim em que distritos do pais existem e quais os nomes das cooperativas. obrigado"

Comentário: 
Pedido de informação de leitor não identificado. P. f. colocar n.º de telemóvel e endereço de e-mail para reunir condições para obter comentários meus neste blog. Obrigado.

Faço o pedido indicado acima porque há muitos leitores que não se identificam de forma adequada.   

Pistácio em Trás os Montes


"Eu também sou da zona de Mirandela e também tenho interesse de investir na cultura do pistácio. 
Visto que a area é sempre uma coisa importante, seria recomendado plantar a partir de quantos hectares?

Comentários:

1 - Mirandela é um concelho que tem aptidão climática para a cultura do pistácio.

2 - Recomendo que se inicie a atividade com 5 hectares, caminhando a médio prazo para os 1o hectares.

3 - Para quem tenha estrutura de mecanização do olival ou amendoal pode começar com 3 hectares de pistácio

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Terreno 12 hectares no Alto Alentejo: que atividades desenvolver?

Boa tarde Caro Eng. José Martino

Antes de mais obrigado por partilhar o seu conhecimento com os internautas e agradecer a sua disponibilidade para dar os seus conselhos e indicar possíveis soluções para as dúvidas dos seus leitores.

Já encontrei bastantes sites sobre a vida agrícola, mas o seu parece-me um dos mais honestos e imparciais, pelo que decidi pedir a sua ajuda.

Os meus pais são donos de um terreno com 12 hectares no Alto Alentejo, que tem um furo de água e é confrontado por uma ribeira, portanto tem água. Nesse terreno, existem alguns sobreiros e azinheiras, assim como uma zona com rochas graníticas típicas daquela zona do Alentejo, pelo que não daria para ser completamente utilizado para agricultura.

Neste momento, estamos a pensar rentabilizar o terreno com a introdução de um rebanho de ovelhas, que tem sido o conselho dos técnicos que temos contactado. Todos eles invocam a dificuldade de escoamento de produtos e o custo de mão de obra na apanha de possíveis colheitas para não recomendar plantações agrícolas.

Já vimos bastantes possibilidades na net, tais como a plantação de frutos vermelhos ou cogumelos, a criação de caracóis, entre outros... Gostaria de saber qual a sua opinião e se nos poderia ajudar a tomar a melhor decisão para rentabilizar o nosso terreno.

Agradeço desde já a sua disponibilidade, ficando à espera de um vosso contacto.
Cumprimentos


Comentários:
1 - Para 12 ha de terreno de regadio no Alto Alentejo a introdução de um rebanho de ovelhas não me parece ser um negócio com interesse porque mesmo tendo rentabilidade terá um valor por hectare muito baixo, com o inconveniente de ser obrigado a tratar dos animais ao longo de 365 dias por ano.

2 - Deve elencar as atividades com aptidão para clima e solo do terreno que possui.

3 - Deve avaliar as formas e canais de valorização, e colocação no mercado.

4 - Deve optar pela atividade que otimize os pontos 2 e 3 e ao mesmo tempo esteja em linha com a sua vocação e o seu perfil (mais ou menos intensivo) ou que se aproxime do seu gosto pessoal (exemplo: a cultura da framboesa pode ser cultivada de forma rentável em 1 a 3 hectares, embora no meu caso pessoal, sentir-me-ia imensamente infeliz se tivesse que passar anos da minha vida confinado diariamente a 100 m x 100 m a 300 m).

4 - Opções teóricas: mirtilos, macieiras, pereiras, caracóis, plantas aromáticas e medicinais, etc.

5 - Estratégia a seguir para desenvolver o seu negócio:
a) Pesquisar na net dados para elaborar um plano de negócios, produtores, ... demais dados que necessite para se sentir confortável para tomar a decisão de investimento.
b) Visite todos e produtores e técnicos de cada uma dessas atividades
c) Complete o melhor possivel o seu plano de negócios
d) Contrate uma empresa de consultoria para lhe validar a informação recolhida, completar aquela que não teve acesso e rever o seu plano de negócios.
e) Tome a decisão de investir

6 - Marque uma consulta com o Arq. Benjamim Machado da Espaço Visual (924 433 183)



terça-feira, 16 de agosto de 2016

Uma opinião profissional, imparcial e fundamentada

Boa tarde.
Antes de mais, queria parabeniza-lo pelo excelente trabalho, ideias e conselhos. Há algum tempo que sigo o seu blog e, tal como tantos outros, acho-o enriquecedor e uma mais valia para aqueles que queiram integrar este sector económico.
Vou agora apresentar-me e de seguida expor uma dúvida que gostava de ver respondida por alguém experiente. Sou licenciado em Relações Internacionais, chamo-me ..., sou natural de .... e, assim como grande parte dos jovens em Portugal, encontro-me desempregado. Há algum tempo que pondero tornar-me jovem agricultor, contudo quando penso na parte de escoar o produto, não vejo sucesso no mesmo. Quer por estar longe de grandes centros, quer por não haver mais jovens e/ou associações na minha região. O produto que tinha em mente produzir era cogumelos, num terreno de cerca de 2,5 hectares de familiares. Ora, produzir em tronco, não me parece uma ideia viável, pois tinha que esperar imenso pelo retorno e os custos de manutenção e transporte, penso eu, que me iam atirar ao chão rapidamente. Em substrato, seria um negócio, na minha opinião, com mais probabilidades de sucesso.
Em 2014 tive conhecimento de uma associação, criada no Alto Trás os Montes, que alegadamente colmata todos os meus medos: Know-how de emprea lider dce mercado, 49% do investimento de empresa veiculo e escoamento garantido, todo ele para a exportação. A minha questão é: será este novo tipo de associação legalmente legitima? No sentido de viabilidade, de retorno do capital inicial, será esta empresa de capitais Holandesa um investidor fiável? Se o total de investimento rondasse os 400 000 € (60 000€ meus, mais o prémio de jovem agricultor e o restante da empresa holandesa e da banca) quanto tempo teria de esperar para ver a divida à banca, enquanto empresa, liquidada? Ou seja, em quanto tempo a empresa estaria a dar lucro?
Não sei se tem conhecimento deste empreendimento ou de outros no âmbito da produção de cogumelos em substrato, mesmo que não tenha, gostava de uma outra opinião, uma opinião profissional, imparcial, fundamentada. Pois, quer as informações que tenho recolhido na net, quer por associados, não estão totalmente claras. Obrigado pelo seu fantástico trabalho e obrigado pela atenção.

Cordialmente,

Comentários:
1. É legal captar fundos públicos através de uma sociedade por quotas em que jovem agricultor detém a maioria do capital e gerente, podendo a outra quota ser detida por um não jovem agricultor ou uma empresa.

2. Deve acautelar a sua participação em qualquer tipo de empresa/negócio através da assessoria de um advogado.

3. O plano de negócios que certamente a empresa holandesa possui dará resposta ao periodo temporal necessário para amortizar o empréstimo bancário. Recomendo que entre em contacto. abra ronda de negociações e saiba os pormenores do negócio.

4. Na minha opinião deve estagiar 6 meses nessa empresa que possui o conhecimento e só após esse tempo deve avaliar se tem perfil para gerir uma empresa dessa atividade e em caso afirmativo, decidir quais os contornos que o fazem entrar no negócio. 

O que devo fazer para escolher as atividades a desenvolver no meu terreno?



Eng.º José Martino:

Bom dia.
Estive a pesquisar na net, e encontrei o seu blog, e se fosse possível desejar uma pequena ajuda, que passo a especificar:


Tenho 54 anos e não tenho experiência prática da actividade agrícola.
Recebi por herança dos meus pais um terreno com 0,9 ha, totalmente plano localizado no concelho de Azambuja (está contudo muito perto do Cartaxo), e fazendo parte na RAN. Mesmo ao lado passa um ribeiro de água. Já estive a informar-me na DGA,  e o terreno tem muito boas características em termos de aptidão agrícola; estava por isso interessado em rentabilizá-lo. 


Será que tenho de ir à DGA de Santarém para fazer o registo do terreno?
E tenho de abrir uma actividade como "empresário agrícola"?
Para além destas questões administrativas, que tipo de actividade lhe parece que poderia ser a mais indicada?O meu avô chegou a ter lá uma vinha, mas sei que para voltar a plantar tenho que ter uma licença atribuída  pela DGA/IVV...


Agradecendo desde já a atenção com esta minha questão,


Melhores cumprimentos,

Comentários:
1. O mais importante é começar por perceber quais são as culturas com maior aptidão para o seu terreno e consequentemente, qual a rentabilidade associada, calculada a partir  dos custos de investimento, produções ao longo dos anos, preço de venda dessas produções e custos de exploração em cada ano.

2. É muito importante saber previamente a quem vai vender as suas produções, pelo que, deve escolher as atividades que sejam propícias para o seu terreno e que tenham valorização pelo mercado.

3. Depois de ter decidido o que vai colocar no seu terreno deve contatar uma empresa de consultoria para o ajudar em todos os passos burocráticos e captação de ajudas públicas ao investimento.

4. Sugiro que marque uma consulta com o arq. Benjamim Machado da Espaço Visual (924433183)

Anónimos não obrigado!


Boa tarde Sr Eng 

Quando refere que a produção do pinhão é rentável e com baixos custos de investimento, seria
possível dar uma ideia de valores. Para um terreno com 5 hectares, na zona de Évora. 

Muito obrigado

Comentários:
Gostaria de responder a este e muitos outros e-mails aos quais não posso responder porque não
cumprem o indicado nas regras deste blogue: não tem identificação de e-mail e telemóvel do 
leitor que pede a informação//esclarecimento. 

Cultura do pistácio

Boa tarde José Martino,

Gostaria de pedir a sua ajuda para encontrar apenas alguns (poucos) "pés" de pistacho, desculpe os meus poucos conhecimentos, mas o gosto pela agricultura a nível familiar sempre foi grande. Tenho pequenos pedaços de terreno muito perto de Coimbra onde tenho várias árvores de fruto e gostaria muito de ter pistachos, mas, embora tenha perguntado às pessoas que por aqui comercializam árvores, eles nem sabem do que falo. Num futuro próximo gostaria de criar um pequena exploração, a minha questão é: será que os solos calcários da zona de Ansião e arredores (Terras de Sicó) são bons para a cultura?

Com os meus melhores cumprimentos,

Comentários:
1. Para comprar plantas de pistácio contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

2. O pistácio adapta-se bem a solos calcários. Requer clima frio de inverno e calor de verão, com baixa humidade relativa de abril a setembro. 

3 - Na minha opinião, as Terras de Sicó quanto à cultura do pistácio terão maiores limitações pelo clima do que pelo pH do solo.  

terça-feira, 12 de julho de 2016

Agricultura familiar tradicional



A agricultura familiar como complemento do trabalho fora da exploração agricola é uma estratégia para completar o rendimento da família e preservar os recursos naturais sejam eles plantas ou animais. Este modo de fazer agricultura tem ampla tradição em Portugal e vai encontrar estratégias para que os excedentes sejam valorizados sobretudo através dos mercados locais de proximidade. As ajudas do PDR 2020 vão alavancar as ideias, projetos e iniciativas nas regiões de baixa densidade, trazendo valor acrescentado local. O turismo em espaço rural irá amplificar este tipo ações porque a agricultura tradicional é um museu vivo e dinâmico.