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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Curso de Formação “Modo de Produção Biológico - Geral” 50 horas



A Portaria 25/2015 de 9 de fevereiro, estabelece o regime de aplicação da ação n.º 7.1, «Agricultura biológica», bem como o compromisso do beneficiário frequentar ação de formação devidamente homologada pelo Ministério da Agricultura e do Mar.

Objetivos
Identificar os princípios do modo de produção biológico (MPB);
Reconhecer as técnicas aplicadas no MPB;
Executar as operações culturais de preparação, manutenção e fertilização do solo, proteção das plantas, rega e colheita, segundo os princípios do MPB;
Executar as operações de maneio alimentar, sanidade, bem-estar animal e de produção, segundo os princípios do MPB;
Reconhecer as normas de controlo e de certificação.

Conteúdos
Introdução ao modo de produção biológico (MPB)
Conservação do solo, da água e da biodiversidade
Fertilidade e fertilização do solo
Proteção das plantas
Modo de produção biológico de produtos agrícolas de origem vegetal
Modo de produção biológico de animais e de produtos de origem animal
Acondicionamento e comercialização
Controlo e certificação em MPB
Conversão para o MPB

Destinatários
Agricultores que e operadores/agricultores que têm de implementar a prática do modo de produção biológico. Podem também frequentar este curso, além dos detentores de explorações agrícolas e pecuárias registadas, os seus trabalhadores, bem como jovens e ativos que pretendam exercer atividade agrícola.
Os destinatários deverão ter o mínimo de 18 anos de idade e possuir a escolaridade mínima obrigatória.

Local, Datas e Duração
Local da Componente Teórica: Espaço Visual, Zona Industrial de Gondomar.
Local da Componente Prática: Em exploração a designar.
Data de Início: 10 de Outubro
Horário Previsto: 18:30-22:30 e 9:00-13:00/14:00-17:00
Duração: 50 horas

Informações
Custo: 290€ (Isento de IVA; Certificado de Formação Profissional)
Inscrições limitadas a 16 participantes.
Todos os interessados deverão entrar em contato através de

dep.formacao@espaco-visual.pt   ou +351 22 450 90 47

Dicas sobre agricultura no website da Espaço Visual

Rentabilidade das Atividades Agrícolas


rentabilidade de um negócio agrícola consiste na capacidade que essa atividade, produtiva ou não, tenha para conseguir rendimentos cujo valor monetário possa pagar todos os encargos, reais e atribuídos e ainda se obtenha uma remuneração adicional. Quanto maior for este último valor, em percentagem do capital investido ou alocado ao negócio, maior é a rentabilidade alcançada, maior o seu interesse.
Na agricultura exploram-se as plantas ou animais, cujos ciclos biológicos de desenvolvimento normalmente demoram meses ou anos, daí que, a rentabilidade nas atividades agrícolas mais usuais sejam de médio (3 a 5 anos) ... 

continuar a leitura em http://www.espaco-visual.pt/rentabilidade-das-atividades-agr%C3%ADcolas

Agricultura de Precisão

O conceito de Agricultura de Precisão está normalmente associado à recolha de dados e ao seu tratamento, tendo em conta o espaço e o tempo. 

Tira partido das tecnologias de informação e comunicação para  recolher, dados, avaliá-los, e monitorizá-los, ponto a ponto de  determinada parcela de terreno e pode ser feito, apreciado e acompanhado ao longo dos dias, meses anos. 

A agricultura de precisão incide sobre a gestão dos factores de produção, como por exemplo, sementes, fertilizantes, fitofármacos, água, etc. tendo em conta as condições de cultura, utilizam-se reguladores automáticos de débito nas maquinas de espalhamento ou distribuição para ajustamento às necessidades medidas ponto a ponto e as produtividades pontuais obtidas através de medidores de fluxos nas máquinas de colheita, cruazando estes dados com localização ponto a ponto na parcela, medições através de GPS 

Tanto a monitorização como a aplicação diferenciada, ou à medida, tiram partido de novas tecnologias, como os sistemas de posicionamento a partir de satélites vulgo GPS - Global Positioning System, SIG,  sistemas de informação geográfica ou os sensores electrónicos, associados quer a reguladores automáticos de débito nas máquinas de distribuição quer a medidores de fluxo nas máquinas de colheita.

Os três objectivos da Agricultura de Precisão são:
1. Tratamento centralizado de dados que permite que o empresário a cada ano possa competir consigo próprio para melhorar os seus resultados de gestão;

2. O aumento do rendimento dos agricultores, alcançado por duas vias distintas, mas complementares: 
- a redução dos custos de produção porque reduz-se a aplicação de fitofármacos (aplicam-se onde há copa, há variação de débito conforme a densidade da copa) sementes (a densidade de sementeira varia com a fertilidade do solo); 
- o aumento da produtividade (e, por vezes, também da qualidade) das culturas pela melhor gestão dos factores de produção, sobretudo da água.

3. A redução do impacto ambiental faz-se pelo rigor do controlo da aplicação dos factores de produção pela justa medida das necessidades dos terrenos e das plantas.

Twitter

Estou no twitter em "https://twitter.com/Martinadas" para partilhar algiumas das minhas ações diárias

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Agricultura Biológica Geral – 140 horas




A qualificação de técnicos para o modo de produção biológico carece de formação devidamente homologada pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Este curso de Agricultura Biológica Geral permite o exercício da atividade dos técnicos fornecendo-lhes conhecimentos teóricos e práticos para este modo de produção.


Objetivos
Colher amostras de terra, de folhas, de águas, de alimentos para animais, de fezes e de urina e planear a respetiva frequência e oportunidade;
Elaborar um plano de fertilização;
Relacionar as características físicas, químicas e biológicas de um solo com o desenvolvimento das plantas;
Referir as práticas fundamentais da fertilização no modo de produção biológico e planear a sua aplicação;
Controlar um processo de compostagem;
Reconhecer a necessidade de utilização de um composto e determinar as condições da sua aplicação;
Reconhecer as causas de erosão de um solo e ativar os meios para a minimizar;
Selecionar a maquinaria de trabalho de solo, de acordo com as práticas aconselhadas no modo de produção biológico;
Identificar quando e como regar, de acordo com a cultura e outros mecanismos;
Identificar todos os recursos utilizáveis na proteção das culturas segundo o modo de produção biológico;
Identificar os artrópodes auxiliares mais frequentes (mínimo: ao nível da ordem) e determinar as medidas a tomar para a sua preservação na exploração;
Identificar os estragos e sintomas mais frequentes nas culturas e relacionar com os respetivos agentes causadores (pragas e doenças);
Identificar as pragas mais frequentes e a sua posição sistemática (mínimo: ao nível da ordem);
Calcular as concentrações e doses de produto fitofarmacêutico a aplicar;
Utilizar corretamente o material de aplicação e segundo a boa prática fitossanitária;
Identificar as principais infestantes e escolher os processos mais adequados para o seu controlo;
Estabelecer o plano de conversão da exploração agrícola e/ou pecuária;
Selecionar as raças ou as estirpes a converter ou a introduzir na exploração, determinar o respetivo encabeçamento e planear a substituição;
Planear a alimentação, movimentação e alojamento dos animais;
Planear a utilização e armazenagem do estrume;
Identificar os animais e os produtos de origem animal, permitindo a rastreabilidade.


Conteúdos
Introdução à Agricultura Biológica (AB)
Fertilidade e Fertilização do solo
Conservação do Solo
Proteção das Plantas
Modo de produção biológico de produtos agrícolas de origem vegetal
Modo de produção biológico de animais e de produtos de origem animal
Acondicionamento e comercialização
Controlo e certificação
Conversão para Agricultura biológica
Visitas de estudo


Destinatários
Recém-licenciados, quadros técnicos e científicos, e técnicos com formação superior na área das ciências agrárias e afins.

Local e Datas
Local: Teóricas – Gondomar; Práticas – Explorações a indicar.
Data de Realização: A iniciar a 19 de Outubro e a terminar no final do ano. (A realizar em dias úteis não consecutivos e em sábados alternados, salvo exceções a indicar).
Horário Previsto: Dias úteis 19:00-23:00; Sábados: 9:00-13:00; 14:00-18:00.
Duração
140 horas

Informações
Custo: 550€ (Isento de IVA; Certificado de Formação Profissional)

Mais informações: contacte dep.formacao@espaco-visual.pt ou telef.: 224509047

Facebook Live streaming com José Martino

Hoje, dia 21 de Setembro, pelas 22h, irei estar em direto a falar da atualidade das agriculturas de Portugal. Não perca esta oportunidade de pôr as suas questões e interagir diretamente comigo
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Jornada Técnica "Kiwi Amarelo Jintao"

Na próxima 6.ª feira, dia 23 de setembro, irá decorrer este evento com o objetivo de mostrar o potencial de negócio do kiwi amarelo (rendimento líquido mais de duas vezes superior ao kiwi verde), o quall tem interesse para regiões localizadas até 30 quilómetros do mar nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro (parte norte deste distrito).

Inscriçõa gratuita, obrigatória em:
http://formacao.espaco-visual.pt/informacaocurso.aspx?id=50&accao=184

Organização: Espaço Visual e Frutas Douro ao Minho


8:30 - Apresentação Kiwi Jintao

Oradores:
Roberto Bressi - Director Kiwigold Chile
Eng.ª Cristina Fabbroni - Responsável Técnica Jingold Itália
Eng.º Fernão Veloso – Frutas Douro Minho

Instalações Espaço Visual – Gondomar (Av. Associação Comercial e Industrial de Gondomar, 290)


9:30 - Visita a pomar de 5 ha recentemente instalado - Maia

12:00 - Visita a pomar de 1 ha em plena produção - Amares


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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ensino superior agrícola



Boa tarde Engº Martino

 Ao ver o título deste artigo fiquei logo com imensa curiosidade para saber a sua opinião sobre a formação no nosso país, vindo de uma pessoa com a sua maturidade profissional. 
A focalização dos cursos superiores da área agrária, supondo que se refer aos de nível superior e nãos o de nível médio (CET's) ou de carácter modular, já possuem muito na sua génese curricular inicial uma vertente virada para o empreendedorismo e menos para outras vertentes. 
Se pode ser feito mais, penso que sim, mas muito já foi feito! 
Há quase 20 anos fiz parte do conselho pedagógico da minha universidade de formação, tendo me debatido em várias reuniões de professores para a inclusão de disciplinas mais vocacionadas para o empreendedorismo, nomeadamente ao nível do marketing e gestão dos canais de distribuição. Felizmente posteriormente foi criado um módulo de especialização. Obviamente falo de uma realidade que conheço, mas penso que o mesmo se tem verificado noutras instituições de ensino.


Cumprimentos

 José Ferraz (Eng.º Zootécnico) 

Comentários:
1 - Noto a tendência, à medida que se envelhece, de considerar que a geração de técnicos à qual se pertence estar melhor preparada cientificamente que a precedente. Na minha perspetiva não há diferenças, o sucesso técnico continua a mostrar-se da mesma forma, em cada época há um pequeno grupo de pessoas brilhantes, que juntam conhecimento acima da média algumas das vezes sem o adequado ajustamento emocional, o maior grupo em número, que possui conhecimento e ajustamento emcional e o terceiro grupo que não consegue dominar e aplicar os conceitos técnicos.

2 - Creio que hoje acontece o mesmo que se passou comigo enquanto estudante universitário, não acreditava que a maioria das matérias tivesse interesse para a vida profissional, enquanto engenheiro agrónomo e por isso, não utilizei o esforço máximo para as dominar e relacionar entre si os conceitos cientificos das diversas áreas. Com o tempo e com os desafios profissionais, fui obrigado a reestudar diversos temas, se quis estar à altura dos desafios que assumi. 

3 - 31 anos depois de ter deixado o Instituto Superior de Agronomia defendo que a formação universitária agricola hoje, tendo em conta a especialização no desenvolvimento das agriculturas de Portugal,  deveria ser muito mais especializada sobretudo ao nível dos mestrados. Em conclusão, o ensino técnico e cientifico deveria ser mais exigente ao nível da licenciatura e mais ligado aos avanços tecnológicos e de gestão, ligado ao terreno, aos líderes empresariais, de Instituições públicas, associativos, fornecimento de factores de produção e serviços, etc., ao que de melhor se  faz no campo e com ele se inerliga, ao nivel dos mestrados. Defendo que após a licenciatura, antes de fazer o mestrado, deveria haver um período temporal de trabalho com duração 3 a 5 anos para criar a oportunidade da experiência pessoal, mostrar qual a área de especialização que mais motiva o técnico e sobre a qual tem mais interesse em aprofundar os seus conhecimentos.

4 - Defendo que o Ensino Universitário e Politécnico deve ter uma avaliação externa à Instituição que avalie as competências para ensinar dos professores, sobretudo os resultados produzidos pelos alunos da Instituição nos últimos dez anos e a respetiva empregabilidade. Por outro lado, não menos importante, os alunos devem autoresponsabilizarem-se pela aprendizagem, por melhor que seja o sistema de ensino, nada pode substituir a vontade de aprender.     

5 - Resposta à questão colocada: no ensino atual falta resposta ajustada aos desafios empresariais, deve ser feito um caminho de juntar as Instituições às agriculturas de Portugal, falta ao ensino dar conhecimento dos players públicos e privados, das regiões e das atividades, com o objetivo de tornar mais eficiente e eficaz o trabalho dos técnicos  no desenvolvimento económico de Portugal.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Visita estudo kiwis arguta, aveleiras, macieiras, diospireiros

Viisita guiada à Quinta de Sergude, DRAPN será orientada pelo Eng.º Augusto Assunção, técnico especializado em fruticultura da DRAPN - arguta, aveleiras, macieiras, diospireiros.
A Espaço Visual e a Direção Regional de Agriculturas e Pescas do Norte organizam a Visita de Estudoa Fruticultura na Quinta de Sergude, Sendim, Felgueiras ( Lat: 412247.75*N - Long: 81051.81*W) no próximo dia 17 de Setembro pelas 10h.
A visita é gratuita, com inscrições obrigatórias.(debora.reis@espaco-visual.pt)

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Valor de compra e venda de um terreno

Boa tarde Sr. Eng. Martino,

Tentarei ser o mais breve possível. O motivo do meu contacto vem no sentido de perceber se a avaliação de um terreno que está para venda se encontra correcta ou se estará um pouco inflacionada. Como não tenho muita experiência na avaliação de terrenos venho por este meio pedir a sua ajuda para estimar o preço do metro quadrado do seguinte terreno:

Localização: .....
Área: 906m2
Detalhes:
-           Junto a estrada
-           Possibilidade de construção
-           Aproximadamente 7 oliveiras (não podadas)


.... 

Neste momento encontra-se à venda por 33,000€ (36€/m2). Sr. Eng, este preço está dentro dos valores de mercado praticáveis. Como resido no estrangeiro, sinto alguma dificuldade neste género de avaliações. Aproveitei o facto de conhecer o seu blog e visitá-lo com alguma frequência. Espero que não leve a mal a intromissão.
Muito grato pelo seu tempo.



Os melhores cumprimentos

Comentários:
1 - A aquisição de terrenos para a atividade agrícola não deve ultrapssar os 3€/m2, sob pena de não conseguir amortizar o valor da compra com o resultado do negócio agrícola ou seja, o valor da compra do terreno deverá ser pago como se fossem as prestações e juros de um empréstimo a 30 anos.

2 - O valor dos preços de aquisição de prédios rústicos para utilização agrícola varia muito ao longo do território de Portugal, tendo muito peso a tradição de cada um dos mercados locais onde se insere.

3 - Na transação de um prédio rústico o valor do terreno pode vir ser incrementado em função do valor dos melhoramentos fundiários, infraestruturas, plantações e construções, e reduzido o valor de venda/aquisição caso seja muito elevado o valor da limpeza,melhoria de acessos, etc.

4 - O valor de compra e venda de um terreno para construção urbana é função do índice construtivo autorizado, da localização do terreno, mercado local, etc.  

5 - A Espaço Visual faz avaliações de terrenos, pelo que  sugiro que marque uma consulta com o arq. Benjamim Machado (924 433 183).

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terça-feira, 13 de setembro de 2016

O meu projeto é um caminho possivel ou utopia?


Boas, Sr. Eng. José Martino

Antes de mais gostaria de felicitá-lo pelo seu blog e pelos seus conteúdos, o qual descobri há relativamente pouco tempo e que agora acompanho frequentemente com entusiasmo.

O meu nome é ..., sou da região do Algarve. Após muito pesquisar na internet encontrei o seu blogue e resolvi enviar-lhe um email para saber se me pode esclarecer algumas dúvidas que tenho em relação a um investimento que gostaria muito de concretizar: a Hidroponia.

Primeiro que tudo tenho que lhe dizer, que a minha experiência na agricultura é minima, pois o curso que estou a tirei foi Multimédia, que pouco ou nada tem a ver com este sector. Ao aperceber-me que a minha formação nao me trará grandes expectativas de futuro,estou desempregado no momento, e poderá existir uma janela de oportunidade na agricultura, decidi procurar e informar-me, e foi aí que descobri a hidroponia, área que despertou bastante o meu interesse.

Antes de mais gostaria de perguntar se é possível sem experiência agrícola enveredar neste ramo?Muito tentei pesquisar acerca deste assunto para saber se existiam cursos especificos para hidroponia, ou algum tipo de estágio para quem queira entrar neste sector da agricultura mas nenhuma informação consegui obter. No fundo que conselho me daria tendo em conta a minha experiência?

Outra pergunta é se o Sr. Eng. tem alguma ideia se na minha zona é exequivel avançar para este projecto? pela informação que fui obtendo penso que a alface será a produção que melhor se enquadra na minha zona mas muitas duvidas tenho em relação a este assunto. Investimento?necessidade de mão de obra?escoamento?rentabilidade?produtividade?

Por fim gostaria também de saber se neste momento é possível aceder ao crédito para iniciar este projecto e se existe algum tipo de apoios/subsídios para me iniciar nele. 

Desculpe a minha ingenuidade ao fazer tantas perguntas, mas este era um projecto que se fosse possivel gostaria muito de arriscar, apenas não sei se este é um caminho possível ou se nao passará de uma utopia. Sei que a minha falta de experiência na agricultura pode constituir um grande entrave, mas a minha vontade de arrancar com este projecto é muita.


Terminando, peço-lhe desculpa por um texto tao longo, e agradeço-lhe desde já a disponibilidade de o ler e de me poder aconselhar.

Comentários:
1 - Este blogue contém escritos com muita informação e conhecimento para pessoas na sua situação. Aconselho vivamente que o leia os posts de forma sistemática e atenta porque respondem a muitas das questões que colocou e outras que se lhe irão pôr. 

2 - Aconselho-o a frequentar o workshop "O empreendedor agrícola de sucesso", na Universidade do Algarve, dia 3 de outubro 2016 (veja o facebook da Espaço Visual) onde irei expor a metodologia a percorrer para se iniciar no empreendedorismo em casos com ou sem ligação à agricultura.

3 - Se o seu projeto agricola será possivel ou uma utopia vai depender de si, se está disponivel para ir ao fundo das questões, se está disposto a pagar os custos pessoais de utilizar os recursos que esão ao seu alcance, por exemplo, ler de fio a pavio este blogue. Após percorrer esta etapa escreva-me e conte-me o que a evolução que sofreu, se ainda está na utopia ou se já começou a assentar os pés na terra.  Votos de muito trabalho e dos maiores sucessos nos negócios das agriculturas de Portugal!

NOTA; O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel. 

Cidadania ativa, Portugal desenvolvido



O colega Eng. José Ferraz publicou  este comentário no post “ José Martino: 30 anos de trabalho agronómico

Caro Engº Martino
Apesar de não nos conhecermos pessoalmente, tenho acompanhado ao longo dos anos o seu trabalho no apoio à dinamizaçao e modernização da nossa agricultura. Aproveito este artigo para lhe dar os parabéns pela sua carreira e desejar ainda muitos anos pelo mundo da agronomia. 

Cumprimentos
 José Ferraz (Eng.º Zootécnico) 

Comentários:
1 - Agradeço o que escreveu. É muito bom sabermos que é reconhecido o nosso trabalho em prol dos superiores interesses das agriculturas de Portugal.

2 - Tenho a certeza que se cultivarmos atitudes de cidadania ativa é possivel desenvolver Portugal e fazer a economia crescer acima de 2% ao ano. Quanto mais depressa e de forma fácil, circularem na sociedade a informação e conhecimento, maior será o ínidce de desenvolvimento económico.

3 -  Tenho uma enorme satisfação em verificar o prestigio que se tem na sociedade portuguesa por se ser agicultor ou estar ligado à agricultura.  

Mercado para mirtilo e medronho


Olá boa noite.

Desde já os meus parabéns pelo seu blogue e o contributo que tem dado ás várias pessoas, nas suas duvidas e opiniões, sendo eu umas das que tem duvidas no qual espero que me possa responder.

Tenho 31 anos e desde há cerca de 5 anos que ando para dar inicio a um projeto agricola, mas não tem surgido oportunidade decente para tal. Sempre gostei da terra.

Pretendia  fazer cultura de Mirtilos mas se calhar posso ter adiado de mais esta cultura para iniciar agora, por ter já um grande numero de explorações neste sentido. Pretendia também  a cultura de Medronheiros. Qual a sua opinião no sentido de escoação dos Mirtilos ou um outro tipo de cultura? Em relação aos Medronheiros, parece estar a inicar a sua cultivação para outros fins para além da água ardente.

Desde já um abraço e uma boa continuação do seu bom trabalho

Com os melhores cumprimentos

Comntários:
1. Os mirtilos têm colocação assegurada no mercado se forem as variedades que o mercado procura (colheita no inicio ou fim de campanha (maio/junho ou setembro), duras, com bom sabor, bom calibre, fáceis de colher) e tiverem um custo de produção abaixo do valor que o mercado paga pela qualidade apresentada.Neste blogue existe imensão informação sobre os mirtilos. P. f. leia os diveersos posts em que ficará totalmente esclarecida sobre o interesse desta cultura.

2 - Tenho algumas dúvidas sobre o sucesso da cultura do medronho: será que o consumo em fresco irá ser um sucesso e responderá à colocação no mercado das produções das plantações? O preço de mercado irá ser superior ao custo de produção não limitando a sua rentabilidade?  A integração entre produção e comercialização tem/terá adequada resposta logística?    

Mais Orçamento Nacional para investimento nas Agriculturas de Portugal


O investimento público através do quadro comunitário 2020. O Estado deve injetar dinheiro que estimule o investimento privado. Sem investimento não há crescimento e sem criação de valor não se paga o endividamento. E quando não se paga o que se deve há um dia em que tem que se pedir ajuda.
Portugal tem hoje (1.º trimestre de 2016) a estrutura das fontes de investimento mais favoráveis para melhor desempenho da economia, embora mais pequeno que no passado: 69% investimento empresas; 20% famílias; 8% Estado; 3% setor financeiro e outros. Mas nem sempre foi assim porque no passado as famílias e o Estado tinham maior peso, 21% e 49%, respetivamente (ano 2010, pré troika).
Desde a introdução do euro a composição histórica é a seguinte (1.º trimestre de 1999 e de 2016): 53% empresas; 27% famílias que compram casa; 17 % das administrações públicas como o Estado e Autarquias e 2% dos bancos, seguradoras e demais entidades financeiras.

O ano de 2008 foi o último em que houve aumento de investimento dos 3 setores: empresarial, familiar e público. Por cada 3 € de 2008 agora investe-se 2€ sem descontar a inflação, hoje investe-se menos 14 000 M€ que em 2008. Oi investimento empresarial caiu menos e está a recuperar mais depressa que o familiar e público. É neste sentido que são precisos mais 300 M£ de orçamento nacional no ano de 2017 para apoiar os investimentos na agricultura para alavancar cerca de 1000 M€ de investimento total, ao longo de todo o território nacional sobretudo nas regiões do Interior de Portugal onde não há alternativas de investimento. Se concorda com este princípio assine a petição pública http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT82878.     

domingo, 11 de setembro de 2016

Recomenda pistácios para Monção?

Bom dia Sr. Engº Martino,


Hoje pela primeira vez surgiu o vosso site quando tentava localizar alguma informação sobre pistácios.

A situação é a seguinte:

Gosto muito de agricultura, de ver e aprender sobre o desenvolvimento das plantas e como infelizmente tenho problemas graves de saude, passo muitas horas em casa e tento aprender algo....

Resido em Monção e tenho vários terrenos pequenos com vinha mas não consumimos o vinho e todos os anos só temos trabalho e prejuizo.

Trabalho na Industria e penso que não tenho condições físicas para voltar a este sector. Necessito urgente de rentabilizar os terrenos que tenho e surguiu a ideia de plantar pistachia vera que segundo os artigos que li podem trazer a rentabilidade que necessito. No entanto ocupam uma área grande e existem varias espécies e levam alguns anos a produzir o fruto.

Tenho tido muita dificuldade em adquirir conhecimentos sobre estas plantações:
- Qual a especie adequada a esta zona?
- Qual a area necessaria?
- Esta arvore necessita de femeas e machos como o kiwi?
- Onde poderei adquirir estas arvores?
- Que doenças existem nestas arvores?
- Existem apoios financeiros?

Estou muito interessada na v/visita de estudo "colheita do pistácio", mas tenho uma cirurgia marcada para essa data. Se surgir uma nova oportunidade...

Agradeço desde já o tempo dispensado a este meu assunto,  mas se tiver conhecimento de alguns sites que possa consultar alem do vosso, agradecia muito...

Caso tenha alguma sugestão como tirar alguma rentabilidade a estes terrenos, area aproximada 1 hectare mas dividido em 8 terrenos, distantes entre e eles, com maus acessos, falta de água em alguns, etc.


Melhores cumprimentos

Comentários:
1 - Toda a região litoral de Portugal, incluindo Monção, não tem aptidão para a cultura do pistácio/pistacho porque tem humidade realtiva muito alta e falta de frio durante o inverno para quebrar a dormência e induzir altas produtividades e tem falta de calor de verão para que as produções tenham qualidade.

2 - A superficie miníma recomendada é de 5 ha porque é uma cultura extensiva que tira partido da estrutura de macanização do olival